Para evitar a propagação de uma virose que causa o endurecimento dos frutos é necessário realizar o vazio sanitário do maracujá. O vazio consiste em um período de 30 dias no qual o produtor precisa arrancar os frutos e esperar o tempo para depois plantar novamente o maracujá. Em Santa Catarina, algumas regiões já começaram a realizar o período do vazio. No entanto, Urussanga e algumas cidades da região tiveram mudança na data em que o vazio começa. De acordo com o gestor regional da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) de Criciúma, Daniel Remor Moritz, a mudança do início do período foi a pedido dos produtos da região, além das condições climáticas.

O assunto foi destaque em entrevista no programa Comando Marconi com o gestor Daniel, com o coordenador regional da Defesa Sanitária Animal responsável por Urussanga, José Henrique de Oliveira, e com o médico veterinário da Cidasc, José Guidi Neto. Ouça e entenda mais na íntegra:

Parte 01

 

Parte 02

 

Conforme Daniel, os produtores de maracujá começaram a realizar o vazio depois que a virose começou a gerar grandes prejuízos nas plantações em 2016. “Os frutos ficam endurecidos e não têm comercialização. É aquele fruto que fica com pouca polpa, pouca semente, fica bem feio, e não tem comércio, nem para indústria, porque não dá de fazer suco porque não tem polpa, e não dá para vender in natura, principalmente”, explica. “Por ser um vírus não existe um viricida, um produto químico que você vai aplicar na planta e conseguir controlar. Então por isso foi tomado essa medida drástica”, completa.

O vazio sanitário do maracujá foi estabelecido em Santa Catarina em 2020 por uma portaria da Secretaria de Estado da Agricultura. Em 2023, ele está em vigor de 1º de julho a 29 de agosto, com períodos específicos para cada região produtora. Confira:

1º de julho a 30 de julho: Araranguá, Balneário Arroio do Silva, Balneário Gaivota, Balneário Rincão, Criciúma, Ermo, Forquilhinha, Içara, Jacinto Machado, Maracajá, Meleiro, Morro Grande, Passo de Torres, Praia Grande, Santa Rosa do Sul, São João do Sul, Sombrio, Timbé do Sul e Turvo.

11 de julho a 9 de agosto: Biguaçu, Bombinhas, Canelinha, Capivari de Baixo, Cocal do Sul, Florianópolis, Garopaba, Governador Celso Ramos, Imaruí, Imbituba, Jaguaruna, Laguna, Morro da Fumaça, Nova Veneza, Palhoça, Paulo Lopes, Porto Belo, Sangão, São José, Siderópolis e Tijucas.

21 de julho a 19 de agosto: Águas Mornas, Angelina, Anitápolis, Antônio Carlos, Armazém, Balneário Camboriú, Bom Jardim da Serra, Botuverá, Braço do Norte, Brusque, Camboriú, Grão-Pará, Gravatal, Guabiruba, Itajaí, Itapema, Lauro Müller, Major Gercino, Nova Trento, Orleans, Pedras Grandes, Pescaria Brava, Rancho Queimado, Rio Fortuna, Santa Rosa de Lima, Santo Amaro da Imperatriz, São Bonifácio, São João Batista, São Ludgero, São Martinho, São Pedro de Alcântara, Treviso, Treze de Maio, Tubarão e Urussanga.

31 de julho a 29 de agosto: Demais municípios do estado.

Durante o período determinado para cada município, é proibido cultivar ou implantar pomar de maracujá-azedo, manter ou permitir, em campo, a presença de plantas vivas em qualquer fase de desenvolvimento. A medida vale tanto para pomares comerciais quanto para cultivos caseiros ou urbanos. O cultivo de mudas pode ser mantido nesse período, desde que atenda aos critérios estabelecidos pela Cidasc.