O vírus sincicial respiratório (VSR) é uma infecção respiratória que tem crescido nas últimas quatro semanas. Nesse período, o vírus atingiu o maior pico de circulação no Brasil, de 49,6%. O doutor Clóvis Arnes da Cunha, especialista em infectologia pela Universidade de Minnesota, nos Estados Unidos, enfatizou que existem dez vírus de interesse da medicina, sendo que o mais conhecido é o da gripe, influenza. Além deste, o VSR é o vírus que se destaca na atualidade.
O profissional alertou sobre a infecção respiratória, especialmente para as pessoas mais vulneráveis, ou seja, do grupo de risco. “É a principal causa de infecção respiratória nas crianças, principalmente crianças de até dois anos”, salientou. “E no adulto, principalmente a partir dos 65, inclusive é um dos principais causadores de pneumonia grave no idoso”, frisou. “A maior parte dos casos graves de infecção respiratória, que a criança acaba sendo internada com essa doença que inflama os brônquios, os bronquíolos, chamado bronquiolite, ela, sem dúvida, é o principal vírus”, acrescentou.
O doutor enalteceu a importância da vacinação para prevenir o VSR, mas salientou que por enquanto, a vacina contra o vírus não está disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Nesse momento a vacina está disponível só nas clínicas privadas e o governo está avaliando até eventualmente de talvez incluir num programa de saúde pública”, ressaltou, mencionado ainda a agravação do vírus no outono e inverno.
Clóvis orientou que as pessoas que começaram a ter sintomas respiratórios devem imediatamente passar a usar máscara. “A máscara que nós usamos na Covid é muito eficaz para evitar de transmitir para outras pessoas os outros vírus respiratórios”, conscientizou. “Assim que qualquer pessoa tenha sintomas respiratórios, evite de visitar”, acrescentou. Ouça a entrevista do Ponto de Encontro na íntegra:
Além de especialista de infectologia, Clóvis também é ex-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) e professor de Infectologia da Universidade Federal do Paraná (UFPR). “Esse vírus pode ser, sim, uma infecção mais simples, mais leve, tanto é esse termo que eu uso quando dou aula, VSR, quando o banal pode se tornar fatal”, enfatizou. “Porque para essa população de risco, pode causar uma pneumonia grave e infelizmente, fatal”, completou.





































