A Coordenadoria Regional de Educação (CRE) afirmou que a oferta do Ensino Médio noturno em Urussanga continuará sendo garantida aos estudantes, mas ressaltou que a manutenção de turmas depende da demanda de alunos. Há semanas, a comunidade escolar da Escola Barão do Rio Branco tem se mobilizado para garantir a continuidade das turmas de Ensino Médio no período da noite. No entanto, de acordo com a coordenadora regional, Ronisi Guimarães, há vagas disponíveis na Escola Caetano Bez Batti. “No ano de 2024 e 2025, percebeu-se na Escola Barão do Rio Branco uma diminuição dos alunos no ensino noturno. E temos, a um quilômetro, a Escola Caetano Bez Batti, muito próximo uma da outra. Na Escola Caetano Bez Batti aconteceu ao contrário: uma diminuição da demanda das séries iniciais. Então, para 2025, já ficou definido que nós daríamos terminalidade ao noturno na Escola Barão do Rio Branco e das séries iniciais no Caetano Bez Batti. Lembrando que isso não implica, em nenhum momento, não ofertar turma aos nossos alunos”, explicou

Em entrevista, Ronisi salientou que não houve o impeditivo de os alunos frequentarem o Ensino Médio noturno. No caso do Barão do Rio Branco, que, neste ano, iniciou somente com uma turma do 3° ano, houve a solicitação da abertura de uma turma de 2° ano. “Dia 24 de março nós abrimos uma turma com 18 alunos. E, para nossa surpresa, dia 7 de abril, 10 alunos saíram. Nós ficamos com oito alunos no 2° ano do Ensino Médio noturno no Barão do Rio Branco”, disse, acrescentando que, no momento, há 16 estudantes nessa turma em específico. “Hoje, no município de Urussanga, nós temos apenas 28 alunos estudando no 1° ano do Ensino Médio na Escola Caetano Bez Batti. Nós temos vagas sobrando. Então, nenhum aluno é impedido de estudar no noturno no município de Urussanga. Existe a oferta sobrando”, falou, mencionando que o ensino noturno é destinado para estudantes que trabalham durante o dia. “Hoje, qualquer estudante no noturno tem sim a vaga garantida com transporte escolar para o Caetano Bez Batti que, repito, fica a um quilômetro do Barão do Rio Branco”, frisou.

A coordenadora pontuou que, se houver demanda, haverá oferta. Ronisi citou o caso de uma escola de Criciúma, onde também foi estabelecido a terminalidade do Ensino Médio noturno. No entanto, como a demanda de alunos procurando estudar no período da noite aumentou, a coordenadoria abriu duas novas turmas de 2° ano. “Se tiver aluno, se houver necessidade, a gente sempre, sempre, a nossa premissa é sempre o melhor para os nossos estudante e é claro, assim, para os nossos servidores. Mas nós precisamos ser responsáveis. Tem que ter aluno, e aluno de verdade, não aluno que matricula e 15 dias depois desiste”, comentou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista ao programa Comando Marconi. Ouça:

 

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