Clima, solo, relevo, tradição, práticas culturais e o saber-fazer. Esses são os fatores que, combinados, permitiram que os vinhos dos Vales da Uva Goethe conquistassem a Denominação de Origem (DO). O selo é o primeiro de Santa Catarina e o terceiro do Brasil. “É algo que a gente fica realmente muito feliz porque nos compara à grandes nomes do mundo do vinho”, salientou Matheus Damian, presidente do Conselho Regulador da Indicação Geográfica e diretor da Vinícola Damian. “A Denominação de Origem basicamente é a gente comprovar, cientificamente, que o vinho produzido aqui nessa região é típico e único. Então nenhum outro vinho do mundo vai ter as características que o nosso vinho tem aqui. São mais de 100 anos produzindo o vinho Goethe”, acrescentou.
Emílio Della Bruna, pesquisador aposentado da Epagri, mencionou os anos de pesquisa sobre a uva Goethe. “Desde o início da criação dela, em 1800, já se tinha os relatos, bem antigos, que falavam que a uva Goethe se adaptava melhor em climas mais quentes e isso foi comprovado porque foi distribuída para o mundo todo, e onde se adaptou bem foi realmente aqui em Urussanga, onde o clima é mais quente em relação às regiões vitícolas tradicionais do mundo”, comentou. Além de Urussanga, os Vales da Uva Goethe contemplam os municípios de Pedras Grandes, Morro da Fumaça, Cocal do Sul, Treze de Maio, Orleans, Nova Veneza e Içara. Patrícia Mazon, sócia-fundadora da ProGoethe e sócia-proprietária da Vigna Mazon, explicou que a uva Goethe foi trazida para Urussanga devido a carência de vinhos no qual os italianos gostavam. “Na época não se falava Goethe, mas eu lembro que eles gostavam de um vinho mais docinho”, pontuou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista. Ouça:
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