Autor do gol que garantiu o empate heroico do Criciúma contra o Botafogo, por 1 a 1, na última sexta-feira, 18, o atacante Felipe Vizeu voltou a marcar após sete meses de jejum. O último gol do camisa 9 havia sido contra a Chapecoense, no dia 2 de março, pelo Campeonato Catarinense. Desde então, o jogador enfrentou uma fase difícil, sofrendo três lesões durante o Brasileirão, disputando apenas 11 dos 30 jogos do Tigre na competição nacional.

“Não é fácil. Um atacante está sempre querendo fazer gols, sempre querendo jogar. Eu comecei o ano muito bem, vindo também de um ano muito bom. Às vezes, a gente se frustra um pouco, porque cria muita expectativa de fazer um ano brilhante. Apesar de ter começado muito bem, acontecem as lesões, mas isso é sempre imprevisível”, comentou Vizeu. “É algo imprevisível, às vezes acontece, e aconteceu comigo. Logo em sequência, tive três lesões, uma atrás da outra, e isso é complicado. Mas mantive a cabeça positiva, sei do que sou capaz, do quanto posso ajudar, e também contei com o apoio do professor, da diretoria, de toda a comissão técnica e dos atletas”, completou. 

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Foto: Celso da Luz

Apesar do jejum, com o gol marcado na última rodada, Vizeu igualou Bolasie e Fellipe Mateus, com seis gols na temporada, e é um dos artilheiros do Tigre em 2024. O atacante descreveu os bastidores do gol marcado contra o líder do Brasileirão. “Eu e o Bolasie estávamos no aquecimento juntos e falei com ele, que, a partir do momento em que estivéssemos juntos dentro de campo, ele pudesse fazer o cruzamento, que eu estaria ali na área. Ele tem essa característica de às vezes levar para o fundo, poder cruzar na área, e eu falei que estaria ali. Então, acho que foi uma conversa, acho que foi uma premonição. Fico feliz que ele fez o cruzamento, foi uma bela jogada, desde o início da pressão do Trauco, quando ele roubou a bola”, disse. 

Na comemoração do gol, o atacante de 27 anos, revelado pelo Flamengo, provocou a torcida do Botafogo. “Eu acho que a provocação faz parte do futebol. O que eu falei e fiz ali foi no calor do momento. Os torcedores, durante o aquecimento, estavam me xingando bastante, lançando muitas palavras ofensivas contra mim. Então eu disse que, se eu entrasse e fizesse o gol, eu iria comemorar. Não foi só pelo clube que me projetou, por ter uma grande rivalidade, ou pelos gols importantes que já fiz ali no Maracanã. Como falei no pós-jogo, sinto que o Maracanã é a minha casa, porque foi de lá que saí para o futebol mundial. Acho que nunca posso deixar que eles me esqueçam”, afirmou. 

VIZEU CHORORO
Foto: Jorge Rodrigues/AGIF – Agência de Fotografia/Estadão Conteúdo

O Criciúma volta a campo no próximo sábado, dia 26, às 21h, contra o São Paulo, no Estádio Heriberto Hülse, pela 31ª rodada do Brasileirão.