Tempos depois de ter chegado a uma altura máxima de 2.400 metros acima do nível do mar, no Rio de Janeiro, a urussanguense Monique Machado Bez Batti foi a um lugar mais alto ainda. Em uma nova aventura, Monique embarcou para o Chile, onde esteve visitando o Vulcão Lascar, no Deserto do Atacama, localizado a 5.500 metros acima do nível do mar. A ideia de estar conhecendo um vulcão surgiu em uma outra viagem, na Patagônia, junto com o namorado. Na época, porém, os dois não conseguiram visitar o vulcão, já que estava em erupção. “Agora tentei de novo e graças a Deus deu certo. É algo que eu gosto muito de fazer, gosto de me aventurar, de novos desafios e eu sou apaixonada por montanhas”, conta Monique.

A viagem ocorreu entre os dias 26 de dezembro e 3 de janeiro. “Eu saí sozinha, cheguei até lá, aí depois quando eu cheguei que daí eu ia com algumas agências, no caso de fazer passeios, porque é muito longe”, explica. Neste ano, as férias do trabalho de Monique e do namorado não coincidiram, por isso Monique realizou a viagem durante o recesso. “Quando eu vou com ele nem me preocupo muito, porque daí ele vai olhando tudo, dentro do aeroporto, qual é o portão, e agora dessa vez sozinha, com certeza a gente fica mais ligada. Então foi uma experiência bem boa também para eu conseguir me virar melhor”, afirma.

Ao subir o vulcão, a diferença de altitude é o principal fator notado. Isso porque, quanto mais alto, menor a quantidade de oxigênio. “Algumas pessoas sentem muita dificuldade, sentem dor de cabeça, às vezes até enjoo, dor de estômago. Então, cada organismo vai apresentando alguma dificuldade conforme cada pessoa”, explica. Segundo Monique, para encarar o desafio, os guias recomendam algumas técnicas aos visitantes, como não ingerir carne vermelha e bebidas alcoólicas no dia anterior, tomar muita água para manter o corpo hidratado e mascar folha de coca. Além disso, Monique destaca que viagens como essa também precisam de preparações. “É bem importante estar fazendo academia, fazendo corridas, porque quanto mais a pessoa já é uma pessoa atleta, enfim, ou que tem essa rotina de exercícios, mais fácil você vai conseguir se adaptar melhor a altitude também”, salienta.

No Vulcão Lascar, Monique conta que é possível observar muita fumaça, além de um forte cheiro de enxofre, característico dos vulcões ativos. “A gente consegue chegar muito próximo da borda, acredito que uns vinte centímetros assim que a gente fica afastado, mas dá para chegar bem próximo mesmo ali da cratera, a gente vê tudo, é uma sensação indescritível”, comenta. Mesmo se tratando de um vulcão, a temperatura próximo à borda dele era de -12°C. “É uma montanha muito alta, então é sempre muito frio, mas a fumaça ali que ele fica exalando não é suficiente para esquentar a gente que está ali, só visitando”, esclarece. Porém, nem toda a região é fria. “O deserto tem essa amplitude térmica. Até no dia que eu fui nos Geisers estava a -7°C no passeio e, depois à tarde, no Vale da Lua, estava 30°C, rachando o sol, tudo no mesmo dia”, complementa. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com Monique no programa Ponto de Encontro. Ouça mais detalhes:

 

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Além do próprio vulcão, Monique vivenciou experiências no deserto. “É muito difícil de dizer qual o lugar é mais bonito, porque todos são muito impressionantes”, reforça. “Teve um dia que a gente foi em um lago que a concentração de sal lá é mais alta do que no mar morto. Então, são todos lugares muito impressionantes. A gente foi nos Geisers também, que é um lugar que por causa da atividade vulcânica, ele fica jogando água quente da terra para cima”, relembra. “No Vale da Lua também, que dizem ser uma superfície muito parecida com a superfície lunar, a subida do vulcão também. Então, a viagem como um todo foi algo que eu já esperava muito de lá e as expectativas supriram muito mais do que eu estava esperando. Todos os lugares muito incríveis”, acrescenta.

Monique ainda não tem certeza qual a próxima viagem que pretende fazer, mas deseja muito visitar o Peru. “Tem muitas trilhas lá também que eu quero conhecer, muitos parques nacionais, então acho que a próxima viagem vai ser para o Peru, mas nada planejado ainda”, diz.

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