A possibilidade de aumentar o número de assessores parlamentares na Câmara de Vereadores de Urussanga ainda tem gerado discussões. O documento foi assinado por sete dos nove vereadores na última semana, mas foi retirado de pauta já que é considerado inconstitucional. O projeto previa a possibilidade de ter um assessor para cada vereador, não um assessor por partido, como é hoje. Luan Varnier (MDB), apontado como o principal articulador da iniciativa, rebateu as alegações feitas no município. Isso porque, segundo o vereador, ele é um dos autores, junto com a bancada do MDB, PP e PL. Além disso, segundo Luan, que está de licença nos trabalhos legislativos, todos os sete que assinaram o documento sabiam sobre o projeto. “Todo mundo que assinou sabia do projeto e todo mundo tinha conhecimento do projeto, ninguém assinou sem ler não”, disse.
O documento foi assinado por Odivaldo Bonetti, Izolete Duarte Viera e Zé Bis, do PP; Datcho, Caio De Noni e Lisiane Bonetti, que assumiu a vaga de Luan, do MDB; e Fabiano De Bona, do PL. De acordo com Luan, a minuta da iniciativa foi feita pela bancada do PP. O vereador licenciado afirmou que assinou a iniciativa porque gostou da ideia. “O PP fez a minuta, eu gostei da ideia porque para mim faz a diferença, tem vez que o assessor tá lá na Linha Pacheco e eu preciso atender em outra situação”, comentou. “Eu achei a ideia inicial boa, aí o PP fez a minuta, foi discutido com todos que assinaram”, destacou.
Luan ainda comentou sobre o que Lisiane, que assumiu sua vaga no Legislativo, falou sobre o projeto. Em entrevista na semana passada, a vereadora alegou que não concordou com o projeto em relação à sua autoria, e por isso pediu a retirada de seu nome, mesmo tendo assinado o documento. “Assinou a minha suplente. A suplente chegou também, foi explicado porque o vereador Ademir (o Datcho) explicou para a suplente sobre o projeto, o Gabriel como advogado explicou o projeto para a vereadora”, afirmou. Varnier ainda salientou que essa é a terceira vez que a proposta é discutida entre os parlamentares. “Como que ninguém sabia? Três vezes foi assinado, o projeto, minuta, projeto e projeto, uma com Luan, Luan licenciou, não tem como assinar, foi refeito o projeto”, disse.
Sobre a autoria do projeto, Luan afirmou que foi do MDB, PP e PL, os três partidos juntos. Conforme Varnier, a iniciativa foi dos vereadores, sendo que os do MDB e do PL não consultaram a Executiva sobre a proposta. “O PP acredito também que não foi (consultado) a Executiva”, disse. “O projeto foi retirado, nós entendemos, foi ouvido a população e é assim que tem que ser o parlamento”, falou. O assunto foi abordado em entrevista no programa Comando Marconi. Luan também comentou sobre a sua licença do Legislativo, o cargo que assumiu na prefeitura de Lauro Müller, mas que pediu exoneração após alegações realizadas, e outros temas. Ouça na íntegra:
Fabiano, do PL, que também assinou o projeto, mudou de ideia após conversar com o partido e com a família. “Eu fui convencido de que estava errado e hoje estou convencido de que estava errado, peço até perdão à população, a todos se foi gerado algum dano, acredito que é um projeto de lei, ainda ia passar pelas comissões, depois ia ser avaliado, ia passar para ser votado ainda, não chegou nem a entrar”, comentou. “Eu sofri há mais de um ano sem assessor, porque como está a lei, o assessor é da bancada do partido, não do vereador, né? Teria que mudar, daí eu assinei isso para tentar levar para uma conversa, para ser discutido, para tentar mudar nesse sentido, mas aí depois eu vi que realmente os danos iam ser muito maior e realmente eu vi que estava errado”, disse o vereador. Entenda mais:
Caio De Noni, do MDB, disse que não votaria hoje no projeto porque teria que ser estudado melhor. O vereador também destacou que, no caso do MDB, é um assessor para os três da bancada. “Eu nem li porque nós já tínhamos olhado na semana antes mais ou menos que ia ser acontecido e só faltava duas assinaturas”, comentou. Entenda mais na íntegra:
Os vereadores Erotides Borges Filho (União Brasil) e Daniel Rejes Pereira Moraes (PSD), que não assinaram o projeto, e Lisiane Bonetti (MDB), que assinou o documento, também comentaram sobre o assunto. Confira na matéria completa abaixo:




































