Problemas na saúde, afastamento dos amigos e da família, e diversas questões negativas. Esses foram os principais pontos destacados por alunos da Escola Barão do Rio Branco sobre as drogas. Recentemente, as turmas do Ensino Fundamental 2 e também do Ensino Médio receberam um projeto muito importante. Intitulado como “Família Barão: Pela Vida Contra as Drogas”, a ação é uma iniciativa do vereador Ivan Vieira (PL), contando com o apoio da Polícia Militar de Urussanga e da instituição de ensino. “Quando o Ivan veio trazer a ideia central desse projeto, a escola acolheu de prontidão, pois sabemos que as drogas nunca estiveram tão acessíveis quanto nos dias de hoje. Eu, como orientadora educacional e coordenadora do Nepre, que é o Núcleo de Educação e Prevenção à Violência nas Escolas, sempre trabalhamos com ações de prevenção e conscientização. Então, a gente viu nesse projeto uma oportunidade de se trabalhar principalmente a valorização da vida e o protagonismo dos nossos estudantes”, comentou Talita Cechinel Zanetti.
Há mais de dez anos Ivan é engajado na prevenção da dependência química, tendo já apresentado o programa Rádio Marconi Pela Vida Contra as Drogas. Em entrevista, o vereador contou sobre sua própria experiência, tendo se inspirado em falar sobre o assunto ainda quando estava em uma clínica em tratamento. “Eu peguei o propósito de levar a mensagem de recuperação a outras pessoas, continuo fazendo isso e eu acho que os jovens não têm que passar por tudo aquilo que eu passei, por tudo aquilo que outras pessoas que eu conheço passaram, todos aqueles sofrimentos das drogas. Então, esse projeto é um projeto inovador”, disse. Segundo Vieira, a ideia é que os próprios alunos façam a prevenção, pesquisando sobre os malefícios das drogas e apresentando para os colegas. “Vamos ver com os outros vereadores para a gente passar pela Câmara de Vereadores e inserir no currículo escolar do município essa ideia”, comentou ainda.
Todo o projeto contou com o apoio da Polícia Militar. Para o capitão Valdir Cristóvão de Oliveira Júnior, é necessário tratar o assunto como forma de prevenção. “Eu não tenho dúvidas que os alunos não esquecerão do dia que passaram, porque foram várias pautas, o vereador Ivan com a sua história de vida, trazendo o que ele sentiu na pele, o que é estar no mundo da dependência química. Nós podemos levar uma palavra também de reflexão para os jovens, fizemos os jovens pensarem o que é tomada de decisão, qual a consequência das nossas decisões e o nosso foco não foi apenas as drogas ilícitas”, disse o capitão, destacando que um tema abordado também foi o cigarro eletrônico, que é proibido no Brasil, mas que mesmo assim muitos jovens têm acesso. “A nova geração está realmente mergulhada no cigarro eletrônico, então a gente precisa trabalhar junto a essa geração e, cada vez que um adolescente diz não às drogas, ao cigarro, ao vício, é uma vida que nós estamos salvando”, salientou.
Há mais de 25 anos a Polícia Militar desenvolve o Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). Em Urussanga, o sargento Sorato é o responsável por formar diversas crianças no programa. A iniciativa é realizada com alunos do 5° ano em escolas municipais, estaduais e particular. “Não é somente um dia, uma palestra, mas é um convívio em sala de aula. Você vai se aproximando do aluno, vai conhecendo o aluno, vai verificando as necessidades de cada turma, de cada aluno e você vai conhecendo as famílias”, contou. “Eu falo para os alunos que na adolescência ou mesmo no público jovem, na sociedades, eles frequentem ambientes em que os professores não estarão presentes, os policiais militares naquele momento não estarão presentes, os pais não estarão presentes. A decisão é deles. Então, dar continuidade ao trabalho de prevenção é muito importante porque o jovem saber escolher naquele momento, o sim ou não às drogas, vai mudar o rumo dessa vida.
O programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial sobre o assunto com Ivan, Talita, capitão Cristóvão e o sargento Sorato. Os alunos João Lucas Bez Batti, Julia Piacentini da Silva e Ana Clara Machado também participaram da conversa e falaram mais sobre a experiência de ter participado do projeto. Ouça na íntegra:
Confira a entrevista também em vídeo:




































