A suspensão da pesca da tainha, na modalidade arrasto de praia, pelo Ministério da Pesca e Aquicultura, tem mobilizado pescadores e lideranças do setor em Santa Catarina. De acordo com a presidente da Colônia de Pesca Z-33, Maria Aparecida Luciano, a suspensão anunciada no último domingo, dia 7, não foi uma surpresa. O grupo de trabalho da pesca da tainha definiu o limite de 1.300 toneladas no arrasto de praia para este ano. Esse grupo de trabalho (GT) conta com técnicos do Governo Federal, Governo Estadual, pescadores e integrantes da Univali. “A gente sabe da insatisfação dos pescadores porque muitos ficaram sem pescar, mas outros pescaram de mais”, disse. “A gente já pensou, no ano passado, em definir essa cota talvez por município, por região. Mas, a pesca de arrasto de praia, era uma pesca que tradicionalmente era feita com uma canoa e remos, muitos pescadores em cima da canoa. Hoje já tem sonar, hoje já tem drone, a canoa já tem um motor, então isso aumentou muito o esforço de pesca”, analisou.
Conforme Maria Aparecida, uma audiência virtual será realizada com o GT na tarde desta terça-feira, dia 9, para discutir a suspensão da pesca da tainha neste ano. “Durante essa noite e ontem, os técnicos se debruçaram em ver quais modalidade se pode tirar um pouco, da pesca anilhada que não chegou no seu topo ainda, se vai sobrar pescado, vai sobrar cota para transferir para a rede de arrasto de praia, mas ainda temos que ver”, pontuou, destacando que não há mais tainha na região Sul do que nos outros anos. “A rota delas é que mudou. Elas passavam lá dentro, esse ano elas passaram bem na beirinha da praia, talvez pelo clima, e aí ficou muito mais fácil de pescar e deu toda essa tonelagem”, explicou. Ouça mais detalhes:
O superintendente federal do Ministério da Pesca e Aquicultura em Santa Catarina, Jean Ricardo Nunes, anunciou em suas redes sociais sobre a audiência que ocorrerá na tarde desta terça. “A situação do arrasto de praia, suspenso pelo atingimento da cota estabelecida, está sendo debatida no âmbito do MPA, MMA e Presidência da República, sob liderança do presidente Lula. Seguimos ouvindo o setor e trabalhando junto à equipe do MPA. Reconhecemos a importância das cotas para garantir a sustentabilidade da pesca e as próximas safras, mas também temos compromissos de olhar para a realidade dos pescadores e pescadoras que vivem do mar. Diálogo, responsabilidade e construção coletiva seguem sendo o caminho”, disse o superintendente em uma publicação.




































