Para incentivar a leitura e o conhecimento, a Escola Caetano Bez Batti está promovendo o projeto “Ler, Empreender e Transformar”. De acordo com Gislaine Marcolino, professora de Língua Portuguesa, a ideia surgiu no ano passado através de outras ações voltadas à literatura. “Aparecia sempre uma ou outra pessoa com livros em casa para doar”, disse. Dessa forma, a escola pensou em organizar um sebo de livros. O objetivo, segundo a professora, é recolher doações de livros de literatura, que serão vendidos pelos alunos durante o 5º Moto Praça, que ocorre no dia 11 de julho, em Urussanga. “Nós vamos montar um estande para vender esses livros num valor simplório, para ver se a gente consegue com que mais pessoas tenham contato com livros literários”, destacou a professora. A ação dos estudantes vai ocorrer das 9h às 17h na praça Anita Garibaldi. Os interessados em doar livros podem fazer as entregas na própria escola, no bairro Da Estação, ou na sede da Rádio Marconi.
Segundo Gislaine, o valor arrecadado com a venda dos livros será revertido na compra de armários para os alunos. “Alguns alunos já até orçaram para comprar armários para a escola, porque a gente está sentindo uma dificuldade dos alunos que trabalham até 12h15. Eles estudam até 12h15 e depois têm que ir para o trabalho, onde deixar o material, para não precisar levar para o trabalho”, explicou a professora. Além de incentivar a leitura, a ação busca fazer com que os alunos aprendam a separar, catalogar e fazer os preços dos livros, trabalhando também com fluxo de caixa. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Ponto de Encontro. Ouça:
Cláudio de Oliveira é professor de Ciências e Biologia e também está apoiando o projeto. “Como professor e também com os alunos, eu acho que é uma ideia muito boa e que as pessoas precisam doar os livros para quem já não tem mais aquele acesso, ou transformar algum conhecimento passando para outras pessoas”, comentou. Em entrevista, alunos participantes da ação destacaram que a literatura está em decadência atualmente. “Nos últimos anos, a gente vem vendo que os livros mais vendidos no mundo, especialmente para pessoas da nossa idade, são livros de colorir, livros que não têm uma profundidade, não são livros de literatura”, falou Vinícius, aluno do 2° ano do Ensino Médio. “Eu estar incluso em um trabalho que pretende expandir a literatura, não só para a classe mais jovem, mas como para todos, e transformar isso em um acesso mais livre, mais comum, é algo que me deixa muito gratificado, muito feliz mesmo de estar fazendo parte de um trabalho como esse”, acrescentou.






































