A prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de colo de útero também é destacada durante a campanha do Outubro Rosa. De acordo com especialistas, esse tipo de câncer ainda é um dos tumores mais comuns nas mulheres no Brasil. Conforme o oncologista clínico e representante da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC), doutor Giuliano Santos Borges, o colo de útero fica localizado no fundo da vagina, na entrada do útero. “Atualmente, com a vacina para o HPV (papilomavírus humano), em muitos países já virou um tumor extremamente incomum, e no Brasil está entre os dois principais tumores nas mulheres. Por que? A grande maioria, não são todas, mas mais de 90% dos casos de câncer de colo de útero são associados, são causados pelo vírus do HPV. Então se uma paciente for imunizada e receber a vacina do HPV para os tipos mais agressivos, tem uma possibilidade de evitar essa câncer”, destaca.

Segundo o especialista, os primeiros indícios de alterações das células são identificados através do exame preventivo. “É raspado o fundo da vagina no colo de útero, encaminhado para análise e ali já consegue identificar células inicias alteradas para o tratamento precoce com procedimentos bem simples, cirúrgicos para ressecar, para retirar aquela porção”, explica. “Se não feita essa identificação inicial, o tumor começa a crescer e daí os sinais mais comuns estão associados com sangramento vaginal fora do padrão e se o tumor continuar crescendo, daí a gente fala que ele vai congelando a parte de baixo da barriga e daí vai dando dor, obstrução dos rins e até situações mais graves”, acrescenta. O assunto foi abordado em entrevista, ouça mais:

 

A vacinação contra o HPV é indicado para pessoas que não começaram a vida sexual. “No governo está liberada a vacina dos 9 aos 13, 14 anos, tanto para as meninas quanto para os meninos. Mas, se uma pessoa tem uma idade maior do que 14 anos e ainda não começou a vida sexual, essa pessoa poderia também fazer a vacina do HPV, mas isso está fora do protocolo do governo, teria que fazer via particular”, esclarece. “Ou então daria para considerar também pessoas que talvez não tenham a contaminação, mas vão fazer troca de parceiro ou parceira, até poderia considerar também a vacina do HPV, mas atualmente ela está disponível gratuitamente dos 9 aos 14 anos”, complementa o doutor.