A Amazônia é uma floresta tropical contínua e sua biodiversidade representa uma importância para o mundo inteiro. Presente em nove países, a Amazônia tem sua maior parte encontrada em território brasileiro. A sua importância foi lembrada ainda mais no dia 5 de setembro. De acordo com a pesquisadora Aline Lopes, doutora em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA), a floresta amazônica acaba regulando o clima do planeta. “Essa floresta em pé mantém a umidade e faz, então, com que essa umidade depois se transforme em chuva, que acaba indo também para outras regiões. Por isso, é de extrema importância a gente manter a nossa floresta em pé, principalmente considerando que quase metade do Brasil faz parte da floresta amazônica”, salientou.
Conforme a doutora, quando se pensa em biodiversidade, é necessário também pensar em todos os organismos que estão na Amazônia. Segundo Aline, esses organismos estão vivendo em harmonia e em redes. “Por exemplo, a gente tem abelhas que vão fazer a polinização ali das árvores, mas são as mesmas abelhas que também estão fazendo a polinização, por exemplo, na agricultura”, disse. “A gente mantendo as árvores em pé, a gente está estocando o carbono. Quando a gente corta a floresta, a gente coloca essa matéria orgânica e ela vai acabar se decompondo. Essa decomposição vai liberar o carbono e, com isso, esse carbono vai para a atmosfera e acaba aumentando os gases de efeito estufa e, com isso, a gente tem todos esses efeitos climáticos que a gente já tem acompanhado nos últimos tempos”, contou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista, confira:
Aline frisou que a principal ameaça à Amazônia está relacionada ao desmatamento. “Ele vai afetar diversos setores porque ele vai causar o problema do solo, da perda de nutrientes, vai causar um aumento dos gases de efeito estufa”, citou, acrescentando outros fatores como as queimadas para abrir novas terras para o agronegócio e a mineração ilegal. “Quando a gente pensa nessas grandes ameaças que a Amazônia sofre, a gente tem que considerar ali que é tudo interligado. Se a gente desmata, aumenta o gás do efeito estufa e acaba aumentando, então, esses eventos extremos que acabam causando tão mal, não só para os animais, mas para as plantas, para toda a população que vive ali na região”, pontuou.





































