EDITORIAL RÁDIO MARCONI: PROPOSTA PARA AUMENTAR NÚMERO DE ASSESSORES PARLAMENTARES NO LEGISLATIVO DE URUSSANGA GERA DISCUSSÕES.
Você seria a favor ou contra? Voltaremos ao assunto. Isso porque um projeto que visava o aumento de assessores, passando para nove, ou seja, um assessor para cada vereador, iria começar a ser discutido. Atualmente, as bancadas dos partidos contam com um assessor, totalizando, assim, cinco assessores parlamentares no Legislativo. O projeto, que foi assinado por sete vereadores, foi retirado da pauta.
Falta de transparência ou desinformação
A falta de clareza sobre a verdadeira autoria da proposta gera espanto. Embora os nomes e assinaturas estejam presentes nos documentos oficiais, nenhum vereador se posiciona como o responsável pela iniciativa. Esse desencontro entre autoria e responsabilidade levanta sérias dúvidas sobre a transparência e a legitimidade do processo.
Não é um, nem dois, mas sete vereadores que assinaram a iniciativa: Ademir Bonomi (MDB), Izolete Duarte Vieira (PP), Caio De Noni (MDB), José Carlos José (PP), Lisiane Bonetti (MDB), Odivaldo Bonetti (PP) e Fabiano Murialdo de Bona (PL). Se todos assinaram, por que ninguém quer ser o “pai da criança”? Quem mandou redigir as alterações? Como um vereador pode assinar um documento sem ter pleno conhecimento de seu conteúdo? E, se é assim que despacham outras propostas importantes para o município, como garantir que elas passam por uma avaliação criteriosa?
Aprovação aconteceria de maneira silenciosa?
Houve um acordo prévio para aprovação? Estariam alguns vereadores sendo influenciados por colegas? E, teria a repercussão negativa nas ruas e a pressão da opinião pública levado à retirada do projeto?
A surpresa do acordo histórico
O fato de agora chama atenção tanto quanto um acordo realizado entre os dois partidos que sempre foram oposição ferrenha em Urussanga, o MDB e PP. Na semana passada veio à tona a união/composição de maneira inesperada para o legislativo em 2025. Essa nova movimentação política, incomum, gerou discussões e reflexões de urussanguenses que agora acompanham as possíveis consequências dessa mudança.
Impacto financeiro e questionamentos legais
Atualmente, os assessores parlamentares já representam um montante anual considerável de R$ 344.650,80 para os cofres da Câmara. A proposta de aumentar o número de assessores para nove elevaria essa cifra para mais de R$ 620 mil ao ano. Um aumento de 80%.
O projeto, além de gerar discussões sobre a real necessidade desse aumento, fere a Lei de Responsabilidade Fiscal, já que a criação de despesas que aumentem gastos com pessoal nos 180 dias antes do fim do mandato é inconstitucional. Aqui já se nota a falta de uma análise básica sobre a legalidade: nem se deram ao trabalho de verificar se a medida era permitida pela legislação.
As justificativas frágeis dos autores do projeto
A vereadora Lisiane Bonetti, que assumiu recentemente, por exemplo, retirou seu nome do projeto, alegando que assinou o documento sem estar completamente ciente do seu conteúdo. Ademir Bonomi (MDB) se esquivou da entrevista, delegando a responsabilidade à vereadora Lisiane.
O silêncio
Apesar de todo o impacto gerado, alguns dos principais nomes do Legislativo evitam dar explicações. Odivaldo Bonetti, José Carlos José e Izolete Duarte Vieira, todos do PP, também optaram pelo silêncio.
Oportunismo político?
Um detalhe chamou a atenção: dos vereadores que assinaram o projeto, alguns sequer estarão na Câmara em 2025, quando a medida entraria em vigor. Isso levanta suspeitas sobre os verdadeiros motivos por trás da proposta. Estariam eles buscando beneficiar futuros vereadores sem enfrentar a responsabilidade direta?
Transparência e responsabilidade
Em meio a toda essa discussão, o que fica evidente é a falta de transparência em processos que envolvem recursos públicos e que impactam diretamente a vida dos cidadãos. Cabe à sociedade e aos órgãos fiscalizadores exigirem mais clareza nos projetos e responsabilidade na administração do dinheiro público.
Proposta pós-eleição e intenções dos vereadores
Como se não bastasse, uma outra proposta também incluiu a derrubada do critério de ficha limpa para os cargos da Câmara, um verdadeiro retrocesso. Essa iniciativa desperta questionamentos: por que agora, após as eleições, essa alteração está sendo considerada? A tentativa de contornar restrições pode ter ligação com alguns parlamentares que não foram reeleitos e buscam permanecer na Casa em outras funções?
A articulação nos bastidores
Dois nomes, nos bastidores da política, são vistos como peças importantes nessa articulação: Luan Varnier e Odivaldo Bonetti. Ambos foram convidados a se manifestar, mas Bonettinho, que recentemente se lançou como candidato à prefeitura e prometeu “reescrever a história de Urussanga”, foi um dos vereadores que optou por não falar, limitando-se a alegar que o projeto foi retirado – uma explicação que soou vazia.
Luan Varnier está de licença da Câmara, foi reeleito como o vereador mais votado. Apesar de não ter sua assinatura no projeto, Luan era até então o titular da vaga que a vereadora Lisiane começou a ocupar nesta terça-feira, dia 22. Luan também foi presidente da Casa agora em 2024 e, por isso, a expectativa era saber se teve alguma participação/articulação nessa proposta controversa. Não tendo ligação, seria interessante entender sua opinião sobre a lei da ficha limpa e a proposta de novos assessores. Chamamos o Luan, ele foi convidado para uma entrevista, mas alegou estar em “expediente” e não poderia comparecer. A reportagem não tem conhecimento sobre a natureza desse expediente, mas fica o registro que Luan foi nomeado, na quarta-feira, 23, como supervisor de obras no município de Lauro Müller. O espaço permanece aberto e gostaríamos de ouvir o vereador de Urussanga, que, faltando poucos meses para o fim do mandato da prefeita Saionara, agora irá atuar em outra cidade – Lauro Müller.
Falta de Respeito
A Rádio merece respeito e, no mínimo, respostas de alguns vereadores que nem se deram ao trabalho de retornar os contatos. Ignorar a imprensa e a opinião pública é uma atitude que demonstra desconsideração. Um exemplo claro disso é o vereador Zé Bis, que simplesmente optou por não responder. Essa postura não apenas afeta a relação entre os representantes e os cidadãos, mas também levanta questões sobre a transparência na política local.
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