Com diferentes formas de ensinar, conversar e transmitir conhecimento, o professor é o responsável por todas as formações. Depois da família, o professor é o segundo a conviver com as crianças durante o ensino infantil. Ele é o mesmo que leva debates sobre diversos pontos e ensinos na sala de aula no decorrer do ensino médio. E é o mesmo que prepara uma pessoa para ser um profissional no mercado de trabalho. Toda pessoa convive ou já conviveu com os ensinamentos de um professor, seja o médico, advogado, músico, artista, jornalista, padre, cientista, engenheiro e por aí vai. Pensando em enaltecer e parabenizar os professores, o programa Ponto de Encontro realizou um especial de entrevistas com três grandes professoras de Urussanga. Confira a seguir, na íntegra, as conversas com Neusa Maria Bernardinho Pereira, Glória Maria Tomasi Braz e Vânia Giordani Schimidtz.

Neusa Maria Bernardinho Pereira

Neusa é ex-professora, ex-diretora, ex-secretária de educação, ex-vereadora e ex-vice-prefeita. Com quase dez anos de aposentadoria e longe das salas de aula, Neusa lembra com saudade dos momentos que passou lecionando. “É praticamente impossível a gente esquecer que foi professora, esquecer de toda a vida que tivemos com os alunos, com os colegas professores, com as pessoas, que o fato de ser professor não significa que a gente não aprende com o aluno, aprendemos sim com os alunos e com todas as pessoas que lidam com a área educacional”, frisa.

A ex-educadora afirma que a sua vida na política foi muito pautada na educação, ainda mais por possuir conhecimento da área e poder representar isso no legislativo e executivo. Neusa lecionou em algumas escolas de Urussanga, entre elas o Colégio Caetano Bez Batti e Barão do Rio Branco, este último no qual se aposentou. Entre os desafios, o que Neusa considera mais difícil é lidar com crianças pequenas, pois é necessário proteção. Neusa ainda acrescenta que os professores que sabem lidar com as crianças pequenas são verdadeiros guerreiros. Ouça a entrevista completa a seguir:

 

Glória Maria Tomasi Braz

Glória atuou lecionando em escolas da região por quase 32 anos. Começou em Morro da Fumaça, veio para Urussanga, passou pela comunidade de Santana, Rio América e deu aulas no Barão do Rio Branco. A ex-professora conta que passou por diversas dificuldades durante os anos atuando na área. “Quem vê a gente acha que a gente nasce de pé, mas a verdade não é essa, a verdade é que a gente teve que enfrentar muitas batalhas, mas no fim estávamos fazendo o que gostávamos”, ressalta. Glória ainda acrescenta que apesar de tudo o que acabou passando, não se arrepende de nada em nenhum momento. Para ela, professores são verdadeiros missionários.

A ex-professora sente saudades das salas de aula. Glória afirma que se aposentou triste, isso porque não teve momentos de despedida junto a escola e seus alunos. Meses antes da aposentadoria, Glória estava distante das salas de aula porque estava cuidando de sua irmã que possuía leucemia e precisava de atenção. Apesar de não ter conseguido se despedir dos alunos como queria, as pessoas que passaram pelas suas aulas ficaram guardadas em sua memória. Glória lembra com muita felicidade de cada um ao se encontrar, anos depois, com os seus alunos nas ruas de Urussanga. Tudo isso faz lembrar de que foi ela que colaborou para que essas pessoas chegassem onde estão agora em suas profissões. Confira mais sobre o assunto abaixo:

 

Vânia Giordani Schimidtz

Vânia lecionou por 40 anos e conta que passou por diversos momentos em sua vida profissional. Começou a sua vida como educadora enquanto fazia, simultaneamente, duas faculdades, magistério e contabilidade. Após se formar, decidiu cursar Letras e já entrou lecionando em Tubarão. Foram três anos naquela cidade e mais quatro anos em Orleans antes de chegar com os seus ensinamentos em Urussanga. Quando chegou nas salas urussanguenses, Vânia lecionava aulas para adultos, em uma das primeiras turmas criadas durante a gestão do seu irmão, que já foi prefeito.

A ex-professora afirma que se aposentar foi um processo muito difícil, mas que se sentiu realmente pronta e com experiência para lecionar no momento de sua aposentadoria. Foi neste momento que Vânia percebeu que havia aprendido, em todos os 40 anos, muito com os seus alunos, principalmente com as turmas de adolescentes, porque isso a fazia se sentir com a mente jovem. Este mesmo motivo foi também um dos que tornaram a decisão de deixar as salas de aula mais difícil porque Vânia gostava de lecionar para as turmas.

“Eu não sinto mais orgulho do que outras profissões, eu me orgulho de ver tantos alunos se dando bem na minha cidade e em outras que trabalhei. Mas eu nunca me achei mais importante que ninguém, como profissional. Eu acho que o magistério dá oportunidades para que se forme outras tantas profissões muito importantes”, comentou Vânia sobre o que pensa do seu trabalho como professora. Saiba mais na íntegra a seguir:

Parte 01

 

Parte 02

 

Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba as principais notícias que foram destaques na programação da Marconi FM

2808060250 lousa educacao escola giz