A possibilidade de aumentar os assessores na Câmara de Vereadores de Urussanga tem gerado discussões no município. Isso porque um projeto que visava o aumento de assessores, passando para nove, ou seja, um assessor para cada vereador, iria começar a ser discutido. Atualmente, as bancadas dos partidos contam com um assessor, totalizando, assim, cinco assessores parlamentares no Legislativo. O projeto, que foi assinado por sete vereadores, foi retirado da pauta. A iniciativa foi assinada por Ademir Bonomi (MDB), Izolete Duarte Vieira (PP), Caio De Noni (MDB), José Carlos José (PP), Fabiano Murialdo de Bona (PL), Odivaldo Bonetti (PP) e Lisiane Bonetti (MDB), suplente que assumiu no lugar de Luan Varnier (MDB).

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Atualmente, os assessores parlamentares dos partidos que atuam na Câmara de Vereadores têm um salário bruto de, em média, R$ 5.744,18, conforme dados do Portal da Transparência da folha de pagamento do mês de setembro. Como são cinco partidos, ao total são cinco assessores, gerando um custo anual de R$ 344.650,80. Caso fossem nove assessores parlamentares, essa despesa anualmente seria de R$ 620.371,44.

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Folha de pagamento de um dos assessores parlamentes do Legislativo, do mês de setembro deste ano

Em entrevista, o atual presidente da Mesa Diretora, Erotides Borges Filho, o Tidinho (União Brasil), afirmou que não foi procurado pelos outros vereadores para discutir a criação do projeto. “Nesse caso de um assessor para cada vereador ficou bem claro que foi uma alteração que já vinha pré-aprovada. Eu acredito que os únicos que não foram procurados foram eu e o vereador Daniel. Não sei se por termos apenas um vereador eleito, ou se já imaginavam que seríamos contrários a essa mudança”, disse Tidinho.

O presidente ainda citou o exemplo da Câmara de Cocal do Sul, no qual há apenas um assessor para os nove vereadores. Tidinho afirmou que acredita que um assessor por bancada já é suficiente. Segundo o vereador, existe uma lei que impede mudanças que afetam as despesas da Câmara 180 dias antes do término do mandato. “O que mais me chamou atenção foi que alguns vereadores que assinaram não estariam na Câmara em 2025, então ficaria meio que cômodo para alguns que seriam beneficiados em 2025 simplesmente falar ‘eu não votei'”, comentou. Ouça mais detalhes:

 

A vereadora Lisiane Bonetti (MDB), que assumiu no lugar de Luan, disse que não concorda com o projeto em relação à autoria. Isso porque, segundo a vereadora, ela assumiu no Legislativo um dia antes da sessão. “Acabei assinando alguns documentos e esse documento estava junto com esses documentos que eu assinei. Eu não concordo com aquele projeto da maneira como ele foi apresentado com relação à sua autoria, então consequentemente, quando ele foi apresentado na Câmara, eu pedi ao presidente que tirasse o meu nome da autoria do projeto para que ele possa ser analisado da sua necessidade ou não e voltasse ou não com os devidos autores”, contou.

Lisiane afirmou que não vê problema na discussão do projeto. “Eu assinei ele, conjuntamente com outros documentos, no meu entendimento, para ele tramitar nas comissões. E aí ele foi apresentado eu como autora do projeto, então foi nessa questão que eu não concordei”, alegou. “Eu não vejo problema nenhum dele ser discutido no plenário, aprovado ou não é outra coisa, para aprovação é outra coisa, tem que ser analisado muitas questões, a questão financeira, a questão do espaço, a questão de como funciona nos outros municípios”, acrescentou. Confira mais:

 

O vereador Daniel Rejes Pereira Moraes, o Nel (PSD), afirmou ter sigo pego de surpresa com o projeto. O vereador também disse que ficou sabendo da iniciativa na segunda-feira, um dia antes da sessão em que seria votada. “É um projeto que vai trazer muita despesa para o município, e consequentemente também a gente sabe que ele é um projeto inconstitucional porque existe a lei de responsabilidade fiscal, diz que é vedada a criação de despesas que impliquem o aumento com o pessoal nos 180 dias anteriores ao final do mandato do titular respectivo poder ou órgão”, comentou.

Nel ainda disse que, se o projeto fosse para frente, ele seria totalmente contra. “A gente reclama tanto da estrutura do Governo Federal, do STF, que é uma estrutura com máquina pesada, e aí nós, a gente aqui tem que começar a dar exemplo. Então não adianta a gente reclamar lá de cima e nós aqui começarmos a criar despesas para inchar ainda mais a máquina e ainda mais o bolso do cidadão, que quem paga somos nós, cidadãos”, afirmou. O vereador completou destacando que não vê necessidade do aumento de assessores. Entenda mais na entrevista com Nel:

 

A produção da Rádio Marconi entrou em contato com os outros vereadores para falar mais sobre o assunto. O vereador Ademir Bonomi, o Datcho (MDB), foi convidado para conceder entrevista, mas disse que a vereadora Lisiane iria representar o partido. Caio De Noni (MDB) respondeu que não poderia conceder entrevista nesta quinta-feira, dia 24, mas falará em outro momento. A vereadora Izolete Duarte Vieira (PP) respondeu que o projeto já havia sido retirado. Odivaldo Bonetti (PP) disse que estava em Florianópolis e também que o projeto tinha sido retirado. José Carlos José, o Zé Bis (PP), não havia respondido a produção até a última atualização dessa matéria. O vereador Fabiano de Bona (PL) concederá entrevista na segunda-feira, dia 28.