A partir de 2026, a Escola de Ensino Fundamental Antonieta Quintanilha de Andrade, no bairro Rio América, passará a ser administrada pela prefeitura de Urussanga. Atualmente, a escola está sob gestão estadual, mas a Secretaria Municipal de Educação já está atuando para a transição. Em entrevista, a secretária da pasta, Andreza Bonetti, explicou que a municipalização da instituição já era uma demanda de anos, solicitada pela própria comunidade. “Assim que nós assumimos, a Stela, o Renato e eu, a comunidade nos procurou, um grupo de pais, pedindo para que a gente reiniciasse essa tratativa e essa conversa. E foi o que nós fizemos”, disse. Conforme a secretária, uma reunião foi realizada com a comunidade escolar na semana passada para tratar sobre os trâmites da municipalização.
Andreza contou que a escola já vinha passando por algumas dificuldades administrativas há algum tempo. “A escola só funcionava em um turno, que era o turno da tarde. A escola só tinha uma profissional de apoio, que era a diretora Heloísa, que estava fazendo um bom trabalho, mas que estava sozinha nessa tarefa. E o pior para a comunidade era ter salas multisseriadas, várias turmas juntas na mesma sala de aula”, detalhou. Segundo a secretária, um fator que facilitou o processo é que a Escola Antonieta Quintanilha de Andrade não possui nenhum professor efetivo do Governo do Estado. “Todos os professores eram contratados temporariamente, então também facilitou, ninguém tem um vínculo, porque o Estado parou de efetivar lá, por que o que acontecia? A pessoa se efetivava e em seguida pedia remoção, era meio que um trampolim para estar na educação”, explicou.
Além do 1º ao 9º do Ensino Fundamental, com a municipalização, a instituição também atenderá uma turma da educação infantil. “Um outro fator que também facilitou a nossa entrada lá é que a nossa creche, a Dirceu Maccari, lá na comunidade, não tem mais espaço para abrigar os nossos alunos. O que acontece? Hoje, nós já recebemos isso dessa forma e só mantivemos, os alunos do pré estudam fora da escola, em um centro de múltiplo uso que tem lá. Então, eles atravessam a rua para almoçar, para fazer lanche, para fazer atividade física. Então não tem um cercamento, não tem uma segurança muito garantida para essas crianças e os pais também estavam descontentes. A gente não tinha para onde ampliar a Dirceu Maccari, então esses alunos vão utilizar o prédio do Antonieta também para facilitar a vida de todo mundo”, esclareceu. O assunto foi abordado em entrevista, confira:
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