Em nove meses de atendimentos da Escuta Especializada em Urussanga, por meio da Lei federal 13.431/2017, o Creas e o Conselho Tutelar Municipal já receberam 17 casos de violência sexual contra crianças e adolescentes. Embora o número seja alto, estima-se que outros casos ainda devam ser denunciados. Por isso, alertar e conscientizar sobre o tema é de extrema importância.

“Esses casos que chegaram, a grande maioria foi por revelação espontânea, que é quando a vítima revela espontaneamente a questão do abuso. A gente sabe que existe uma demanda reprimida que precisa ser trabalhada, e através da prevenção podemos fazer uma identificação e trabalhar esses casos”, explica a Presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), Edilene Colonetti de Souza.

Pensando nisso, a Secretaria de Assistência Social, em parceria com o CREAS, Conselho Tutelar e Departamento de Cultura, estão lançando o Projeto Avise, que tem como objetivo abordar e desenvolver o tema através de ações de prevenção e combate. “O mês de maio é nacionalmente conhecido como Maio Laranja – mês de enfrentamento e prevenção ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, tendo o dia 18, como o dia nacional de combate a essa grave violação de direitos. A data é alusiva à morte da menina Araceli, violentada e morta aos oito anos de idade, e tem o intuito de informar, sensibilizar e combater essa forma de violência”, explica a secretária de Assistência Social, Izolete Duarte Vieira.

O assunto foi destaque em entrevista com Edilene e Izolete e com as conselheiras Camila Aguiar e Clara Rúbia Benincá no programa Comando Marconi. Ouça mais:

 

Projeto inicia nesta quinta-feira

Dividido em três etapas, o Projeto Avise terá início nesta quinta-feira, dia 18, às 8h, com uma caminhada de conscientização, que partirá das escadarias da Igreja Matriz, rumo a Secretaria de Assistência Social. A ação contará com a colaboração das escolas e também da Polícia Militar.

“Por volta das 9h devemos chegar na secretaria, onde distribuiremos materiais informativos e, também realizaremos uma oficina artística, para que os participantes possam deixar suas mensagens em forma de cartazes, lembretes e pinturas, para assim, reforçar o tema perante a população, que deve atuar com a gente no combate a violência e exploração sexual infantil”, ressalta a presidente do CMDCA.

A segunda etapa será realizada nas escolas posteriormente, onde o tema será levado para as crianças. Já a terceira fase do projeto deve ocorrer com os adolescentes. “Queremos expandir o tema, e chamar a população a entrar com a gente nesta luta. O número para denúncias de abusos e violações infanto-juvenis é o Disque 100, mas Conselho Tutelar, Polícias Civil, Militar e delegacias especializadas também podem ser procuradas. A segurança das nossas crianças e adolescentes depende do nosso olhar atento”, comenta Edilene.

Colaboração: Ana Paula Nesi / Assessoria de Imprensa