Ensinar vai muito além de transmitir conhecimentos. É acompanhar o desenvolvimento de cada aluno, incentivar sonhos, compartilhar valores e deixar marcas que permanecem ao longo da vida. Neste 15 de outubro, Dia do Professor, histórias e experiências de educadoras de Urussanga ajudam a revelar a importância de uma das profissões fundamentais para a formação da sociedade. Pensando em destacar ainda mais a importância da vocação, o programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com diferente profissionais da área. Participaram da conversa Maria das Graças Sorato, a Gracinha; Daniela Tibes; Cecília Garrido Silvestrini; e Morgana Dezan. Ouça na íntegra:
Durante a entrevista, as professoras falaram sobre os desafios da educação, as transformações das salas de aula ao longo dos anos e a satisfação de acompanhar o crescimento dos estudantes. As profissionais atuam na rede municipal de ensino e representam diferentes momentos da carreira docente. Gracinha é professora desde 1992, quando iniciou a sua carreira na sua comunidade, na escolinha isolada em Rio Maior. “Já passei por outras escolas. Todas elas eu deixei um pouquinho de mim e trouxe comigo um pouquinho da escola comigo. Todas elas, tenho um carinho especial por cada escola que eu passei”, disse, destacando que, atualmente, trabalha na Escola Lydio De Brida.
A vida também demonstra que a escolha pelo magistério pode acontecer em diferentes fases da vida. Daniela é professora há 10 anos e atualmente está na Escola Alda Brognoli Marcon. A docente contou que essa não foi a sua primeira profissão: ela também é farmacêutica e chegou a atuar na área durante seis anos. “Depois parei de trabalhar para me dedicar à criação dos meus filhos. Nesse período eu sempre gostei muito de ler sobre educação, sobre infância, sobre desenvolvimento das crianças. Aí essa vontade muito antiga, que eu tenho desde criança, voltou com bastante força e eu resolvi cursar pedagogia”, afirmou.
Cecília compartilhou a experiência de ter iniciado a carreira aos 19 anos, quando precisou assumir uma turma do Ensino Médio. Apesar do nervosismo inicial, a jovem encontrou apoio de outros profissionais e construiu uma relação positiva com os estudantes. Cecília iniciou na área da educação antes de se formar, ainda durante a graduação, como estagiária e professora não habilitada. Atualmente, Cecília é professora de Artes e lecionada para diferentes turmas na rede municipal. Durante a conversa, a professora relembrou que chegou a encontrar seus primeiros alunos como colegas durante a faculdade, já que começou na profissão nos primeiros semestres do curso em uma turma de anos finais. “Eu lembro da primeira xícara que eu ganhei, também é uma coisa bem tradicional dos professores ganharem, e eu lembro que eu achava muito brega, mas quando eu ganhei a minha primeira, eu quase chorei”, falou.
Com trajetórias que vão de décadas de experiência a profissionais que estão consolidando os primeiros anos no magistério, as professoras afirmaram que, apesar das mudanças na educação, o vínculo humano continua sendo um dos elementos mais importantes do processo de aprendizagem. Para Morgana, a parceria entre pais, responsáveis e profissionais da educação é essencial para acompanhar o desenvolvimento das crianças. “Eu acho que é essa a maior preocupação do professor na Educação Infantil”, disse.
Confira a entrevista em vídeo:





































