Uma importante obra de arte será inaugurada no Centro Cultural de Urussanga neste sábado, dia 22. É um mosaico da capa do disco “Villa-Lobos: Serestas, Bachianas & Canções”, do tenor urussanguense Aldo Baldin. A obra foi confeccionada por Marielle e Michelle Bonetti, as Manas Bonetti. A iniciativa é uma contrapartida sociocultural do projeto contemplado na Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, no qual o cineasta Yves Goulart produziu o documentário “Aldo Baldin – Uma Vida pela Música“. Em parceria, as Manas Bonetti e o Circolo Friulano di Santa Catarina doaram os recursos para a realização da obra em mosaico artístico, que homenageia o tenor Aldo. O painel será doado para o município de Urussanga, no qual ficará disponível no Centro Cultural, dentro do Parque Municipal Ado Cassetari Vieira. A inauguração é aberta ao público e ocorre a partir das 10h30.

A capa do disco “Villa-Lobos: Serestas, Bachianas & Canções” é inspirada no centro histórico do município de Urussanga. Foi através dessa capa que o cineasta urussanguense Yves conheceu o tenor, na casa de uma amiga, em Nova York, nos Estados Unidos. “A gente ficou muito inspirada nisso porque, além de retratar a memória desse importante artista de Urussanga, que talvez é o que tenha levado o nome de Urussanga mais longe no cenário mundial, essa capa também retrata o nosso patrimônio histórico. Então, a gente tem aqui no primeiro plano o casarão da primeira prefeitura de Urussanga, que antigamente abrigava a biblioteca, e depois mais acima a gente tem a torre da Igreja Matriz”, destacou Marielle.

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Para Michelle, a obra é de extrema importância para a carreira artística das duas. “A gente fez três anos de formação nessa escola italiana e já estamos com 11 anos de trajetória profissional aqui no Brasil e a gente estava comentando que a gente nunca viu uma obra desse porte, com essa precisão. Então para nós ela é, de fato, uma obra única, e Urussanga vai ter um exemplar”, comentou. “50% dela é micromosaico, então é um trabalho milimétrico de um rigor técnico muito alto. A gente ficou quase que enclausuradas. Se a gente pegar desde o início, foram quatro meses de dedicação intensa”, complementou. O assunto foi abordado em entrevista no programa Comando Marconi. Ouça mais:

 

Yves pontuou que a capa do disco de Aldo é emblemática por levar as belezas de Urussanga para o mundo. “Trazer essa capa do disco nessa interpretação nada mais é do que uma homenagem simbólica da memória do tenor Aldo Baldin”, afirmou. “Hoje com 50 anos eu posso dizer que estou feliz, alegre, estou em um momento, assim, de sublimação da importância do desenvolvimento da cultura, de consagrar o que realmente tem o seu mérito, como Aldo Baldin teve, tem e terá na história do canto brasileiro e mundial”, acrescentou.

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