A Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc) não vai mais instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar as circunstâncias da morte do cão Orelha, em Florianópolis. A iniciativa foi proposta pelo deputado estadual Mário Motta (PSD) e, até então, contava com 15 assinaturas de outros parlamentares. Segundo Mário, dois deputados, Jessé Lopes (PL) e Rodrigo Minotto (PDT), retiraram suas assinaturas que pediam a abertura da CPI. Para ser instalada, a CPI precisava de, no mínimo, 14 assinaturas. Em entrevista Motta comentou que o deputado Minotto retirou a sua assinatura na sexta-feira, dia 24, faltando poucos minutos para liberarem a instalação da comissão. “Eu respeito todos os que não assinaram e os que retiraram a assinatura. Claro que não compreendo e entendo que os motivos, pelo menos pessoalmente, respeito, mas não compreendo efetivamente”, disse Motta.

O deputado destacou que, desde o início, a abertura de uma CPI sobre o caso do cão Orelha teve um objetivo definido. “Eu ainda estou cheio de dúvidas em relação ao que aconteceu. Tanto da iniciativa da Polícia Civil nas investigações iniciais, tudo que se divulgou, o próprio protocolo da divulgação das investigações da Polícia Civil foram muito fortes, muito pesados, muitos reforçados”, comentou. “A Polícia Civil é uma instituição que merece todo o respeito do catarinense para, depois chegar ao Ministério Público, que é outra instituição que também merece todo o respeito, e ser praticamente desmontada toda a investigação feita pela Polícia Civil, ao ponto do Ministério Público ter solicitado a participação da Polícia Científica, que ainda não havia sido chamada pela Polícia Civil”, contou. “O objetivo da CPI nunca foi caça às bruxas, nunca foi absolver culpados e nem acusar inocentes. Não era essa intenção”, acrescentou. Ouça mais na entrevista realizada com Mário Motta no programa Comando Marconi:

 

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