Em meio à avalanche de informações sobre alimentação na internet, especialistas alertam para os riscos da desinformação e reforçam que não existem fórmulas prontas ou dietas milagrosas quando o assunto é saúde. Para a nutricionista Jessica Dagostim, a impressão é que a cada hora aparece um novo vilão. “Já teve época que o ovo era o vilão. Hoje, o ovo a gente diz que é um alimento saudável, que a gente deve estar incluindo na nossa refeição”, disse. “Não existe dieta milagrosa. O que existe é realmente a pessoa ter hábitos saudáveis que vão trazer benefícios para a vida, no geral”, pontuou, acrescentando que a alimentação pode contribuir para evitar o aparecimento de certas patologias, como doenças crônicas, diabetes e hipertensão. “A gente precisa ter hábitos alimentares saudáveis, prestar atenção naquilo que você está comendo, na verdade, e nos profissionais que você está buscando”, reforçou.
Alimentos considerados “simples” no dia a dia são muito ricos em vitaminas e nutrientes. É o caso do arroz, feijão, carne e saladas. “Às vezes a gente quer incrementar muito, faz ali um prato caro, uma refeição cara, o nosso dia a dia caro, que às vezes não está nem no nosso orçamento, e a gente acaba não conseguindo seguir”, observou a nutricionista. A especialista pontuou que é preciso elaborar um plano alimentar que seja acessível para a pessoa. Da mesma forma, não é preciso cortar tudo na alimentação. “A gente não pode ser nem 8 ou 80. A gente tem que trabalhar em um equilíbrio, até porque uma dieta restritiva também a pessoa não vai conseguir levar a longo prazo”, ressaltou. A nutricionista Jessica participou de entrevista no programa Ponto de Encontro e esclareceu mais sobre o tema. Ouça:
Jessica comentou que muitas pessoas acabam sendo influenciadas pelo rótulo da embalagem de um produto. Mesmo que contenha adjetivos como “zero”, “light” ou “integral”, não significa que o produto seja dessa forma. “O ideal é a gente sempre prestar atenção na lista de ingredientes, não somente a embalagem”, esclareceu. “Às vezes a gente pega um alimento que diz ser integral, mas quando a gente olha a lista de ingrediente, por exemplo, um pão integral, o primeiro alimento que aparece não é uma farinha integral, é uma farinha branca”, explicou. Conforme a nutricionista, na lista de ingredientes, a ordem deles significa a quantidade presente em um produto. “A lista de ingredientes é que vai dizer muito se aquele produto é bom ou não é bom”, frisou.
A nutricionista ainda salientou que, devido a rotina do dia a dia, as pessoas costumam se alimentar mal porque acabam recorrendo a fast foods ou produtos ultraprocessados. “Acabam não almoçando uma comida de verdade, acabam substituindo por lanches. Isso no nosso dia a dia vai somar e, uma hora, vem aquilo que a gente planta”, disse, reforçando que isso pode gerar o aparecimento de doenças e falta de vitaminas, deixando a pessoa ainda mais cansada durante a sua rotina. “Deve ser uma alimentação saudável para que a gente consiga ter bastante energia e nutrientes para a gente conseguir fazer as nossas atividades”, observou.
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