Uma empresa do segmento químico desistiu de se instalar no Distrito Industrial I de Morro da Fumaça após vazamento de dados fiscais que eram sigilosos. Foram seis meses de tratativas entre a empresa e a prefeitura, quando o proprietário da indústria informou ao Executivo sobre a desistência da instalação nesta terça-feira, dia 24. De acordo com o vice-prefeito, Eduardo Sartor Goullo (PP), quem perde com a desistência é o município de Morro da Fumaça.

“Perdemos uma empresa com potencial para gerar empregos, renda para a população, uma empresa que poderia realmente ser um diferencial nos anos futuros do nosso município. Mas nós não estamos aqui para achar culpados, mas quem errou sabe que errou, sabe o porquê do descontentamento que houve por parte do empresário”, comentou Goullo. O vice ainda disse que, em seis meses, a prefeitura teve cautela em não divulgar nome, fotos, e faturamento do proprietário da empresa.

O vice Eduardo participou de entrevista no Comando Marconi e explicou mais sobre a situação. Ouça:

 

A concessão do terreno do Distrito Industrial I para essa empresa estava prevista em um Projeto de Lei que estava tramitando na Câmara de Vereadores. Conforme divulgado pela assessoria de imprensa, o vereador Robson Francisconi (PP), o Robinho, disse que os dados divulgados eram públicos. “Não podemos trabalhar com projetos embaixo do pano. Nós vamos sempre prezar pela transparência e seriedade. A expectativa de arrecadação divulgada, por exemplo, trata-se justamente de um argumento para a aprovação da proposição no Legislativo, ninguém dos nove vereadores foi contra. Eu na posição de presidente, ainda ajudei a encontrar o erro no primeiro projeto protocolado”, comentou.

“A publicidade que a empresa viria, aconteceu muito antes do Legislativo divulgar qualquer informação. Muita gente teve acesso ao Projeto de Lei. O que foi divulgado em relação a geração de empregos, já havia sido noticiado antes pela municipalidade em diversos veículos de comunicação regionais, especialmente ressaltando as expectativas de arrecadação que a referida empresa geraria para o Município, o que ajuda entender a utilidade da empresa para a cidade”, ressaltou.

Karine Possamai Della / Da Redação