Todo brasileiro passa cerca de um terço do seu dia trabalhando. A percepção que se tem do tempo pode variar entre as pessoas porque o local de trabalho muitas vezes não é o mais adequado, não tendo uma cadeira confortável ou a função exercida exige movimentos repetitivos. Estas podem ser algumas das causas que levam o trabalhador a adoecer. Mas será que estes fatores físicos são os únicos responsáveis pelas doenças de trabalho?
Pesquisadores acreditam, apoiados por áreas da neurociência, que as doenças também podem ser causadas por questões sociais e comportamentais, ou seja, a insatisfação de trabalhar em um ambiente conflituoso ou em uma função em que não há valorização pode aumentar as chances do trabalhador adoecer.
Entrevista com o fisioterapeuta Jonathan Hercílio Maurício, especialista em tratamento da coluna:
Um olhar abrangente
Conforme o doutor Jonathan, é preciso olhar para a dor de cada paciente de uma forma global. Ele reitera que não são apenas questões de ergonomia os fatores preponderantes para ficar no ciclo da dor. “Hoje, nós seguimos um modelo de pesquisa chamado ‘Educação em Dor’. A dor é um sistema de alarme, assim buscamos fazer com que os pacientes se conscientizem de que ela vai muito além disso. Nós realizamos um trabalho para que o paciente vire a chave. Pare de olhar para a doença e busque sair deste ciclo da dor, melhorando sua qualidade de vida de forma ampla” explica.
Colaboração: Clínica Levittá



































