Com mais de 147 anos de fundação e 125 anos de emancipação político-administrativa, Urussanga é formada pela história de milhares de pessoas. Seja por pessoas que já faleceram, por pessoas que ainda vivem na cidade ou por quem buscou outros rumos, mas que ainda guarda um carinho pela Capital Adorada do Vinho. É o caso da jornalista Dinah Ribas Pinheiro, que passou parte de sua infância e adolescência em Urussanga, antes de se mudar para Curitiba. Com sobrenomes originários de Rio de Janeiro e Espírito Santo, os pais de Dinah moraram em São João Del Rei, em Minas Gerais, antes de se mudarem para Urussanga. “Meu pai foi convidado para vir para o Sul de Santa Catarina, precisamente Urussanga, para acompanhar a instalação de carvão aí nessa região. Então, eu vim muito pequena, com um ano e nove meses”, contou.
Ao chegar em Urussanga, a família de Dinah viveu durante um tempo na região de Rio Deserto, mudando-se depois para Rio América. Durante a adolescência, além de estudar na Escola Barão do Rio Branco, Dinah também estudou nos municípios de Tubarão e Criciúma. Na época, Dinah tinha a intenção de fazer o magistério, mas acabou mudando de ideia. “Eu resolvi fazer o vestibular para jornalismo em Curitiba porque o meu sonho sempre foi escrever muito, escrever bastante, mas não só, como se diz, me reduzir a colocar as notas dos alunos nos cadernos de notas”, relembrou, acrescentando que, ainda jovem, decidiu sair de Urussanga para viver em Curitiba, onde se formou em jornalismo pela Universidade Federal do Paraná.
Como jornalista, Dinah passou por diversos veículos de comunicação, como a Folha de Londrina e o extinto Diário do Paraná. Além disso, Dinah atuou na assessoria de imprensa da Fundação Cultural de Curitiba, onde se especializou ainda mais na área, seja na assessoria como na parte cultural. Durante essa época, também atuou como jornalista freelancer escrevendo colunas de cultura para jornais. Dinah, conhecida como Nazinha em Urussanga, já que sua mãe também se chamava Dinah, também foi professora universitária no curso de Jornalismo, além de ter sido assessora de imprensa do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). “Meu último trabalho com horário fixo, com compromissos formais, foi então no BRDE, na assessoria de imprensa”, disse. “Foi então que eu resolvi não deixar morrer minha experiência no jornalismo e passei a escrever, escrevi dois livros, dois livros biográficos que retratam a história de dois personagens de Curitiba”, acrescentou. Ouça mais detalhes na entrevista especial realizada no programa Ponto de Encontro:
Dinah tem boas lembranças de sua juventude vivida em Urussanga. “A cidade é muito simpática, ela é acolhedora, onde eu tenho muitos amigos, tive amigos na infância, na juventude, ainda tenho amigos aí”, falou, acrescentando que tem recordações do caminho que realizava até a Escola Barão do Rio Branco, encontrando os amigos, e também de um clube formado por moradores que promoviam encontros. “Eu acho Urussanga uma cidade bucólica, simpática, eu gosto muito quando vou aí. Eu não gostaria de voltar a morar aí porque as minhas relações aqui (em Curitiba) são muito profundas, eu tenho um estilo de vida que me agrada muito, mas eu gosto muito de voltar”, pontuou, acrescentando que visita Urussanga de duas a três vezes por ano para passar dias com sua família.



































