A vítima da tentativa de feminicídio em Cocal do Sul morreu no hospital na manhã deste domingo, dia 25. A mulher, de 56 anos, foi identificada como Marlei Kanareki Nunes. O crime aconteceu na sexta-feira, dia 23, por volta das 16h40, quando o marido da vítima teria feito um disparo de arma de fogo contra a cabeça dela, que estava com um bebê nos braços no momento da agressão. Depois de ser estabilizada no Pronto Atendimento 24 Horas, a vítima foi encaminhada ao Hospital São José, em Criciúma, pela equipe do Serviço Aeropolicial (Saer/Sarasul), em estado grave.
O suspeito pela tentativa de feminicídio, agora consumado, ainda está sendo procurado pela Polícia Civil. Na manhã desse sábado, dia 24, o carro usado na fuga foi encontrado no Balneário Esplanada, em Jaguaruna. O automóvel estava trancado e vazio, sem que o investigado fosse encontrado no local. O homem tem 63 anos de idade.
A Polícia Civil representou pela prisão preventiva do suspeito diante da gravidade dos fatos. Conforme apurado pela reportagem da Rádio Marconi, segundo uma fonte que não deseja ser identificada, o juiz indeferiu o pedido de prisão do suspeito. A decisão estabeleceu medidas protetivas em favor da vítima, incluindo a proibição de aproximação. Para que um novo pedido de prisão seja apresentado, será necessário reunir novos elementos.
Vítima já havia sido ameaçada
A vítima já havia sido ameaçada pelo homem nesta semana. Na noite de quarta-feira, dia 21, a PM foi acionada para atender um surto psicótico decorrente do uso de entorpecentes. No local, a vítima relatou que o seu marido fez o uso contínuo de cocaína durante três dias. Na quarta, ele havia surtado, agredido a mulher e ameaçado de morte com uma machadinha. Segundo o boletim da polícia, ele ainda proferiu palavras de baixo calão e ameaçou a incendiar a residência. O homem teria fugido do local antes da chegada da guarnição. A PM realizou rondas na noite de quarta, mas ele não havia sido localizado.
Denuncie
A violência contra a mulher pode se manifestar de diferentes formas, incluindo agressões físicas, ameaças, intimidação, violência psicológica e ofensas. Mulheres que se sentem ameaçadas ou estão em situação de risco podem buscar ajuda pelo telefone 190, da Polícia Militar. Denúncias também podem ser feitas pelo Ligue 180, canal nacional de atendimento à mulher, que oferece orientação e encaminhamento para a rede de proteção.



































