Atualmente morando na Alemanha, a artista plástica Silvia Scremin irá promover aulas gratuitas de pintura em Criciúma. Serão duas turmas, dividas entre os períodos da manhã e da tarde, na próxima segunda-feira, dia 11, na sede da Associação Empresarial (Acic). Os interessados em participar podem contatar a artista direto pelo Instagram @silvi_scremin. O programa Ponto de Encontro abordou mais sobre o assunto em entrevista com Silvia, que também falou sobre a sua carreira na arte, além de como é ser artista na Alemanha, onde vive há quase 13 anos. Ouça na íntegra:
Nascida em Criciúma, Silvia se mudou para Florianópolis ainda na infância. Aos 24 anos, retornou para a sua cidade natal, onde começou a trabalhar em uma escola profissional. Formada em pedagogia, Silvia é autodidata em artes plásticas. Antes de se mudar para a Alemanha, atuou na região ministrando cursos de artes. Há quase 13 anos, quando Silvia conheceu o seu marido, que já vivia na Europa, acabou se mudando para a Alemanha também.
Em entrevista, Silvia contou sua experiência no país, principalmente no mercado de trabalho. “Eu fui para lá para trabalhar em sorveteria, eu não gostei. Eu estou falando da minha experiência, não estou dizendo que é ruim, porque eu conheço pessoas que falaram para mim que trabalharam lá e amam trabalhar lá”, diz. Depois de decidir não trabalhar mais em sorveteria, Silvia acabou fazendo cursos, como de estética, para trabalhar em salões. “Mas o que mais me deu lucro foi a faxina. Aí eu trabalhei muito tempo na faxina”, acrescenta.
Em um novo país, Silvia afirmou que demorou a se acostumar com determinados fatores, como: a língua e o jeito do alemão. “Eu me assustava com o jeito que eles falavam e a sinceridade deles. É chegar para alguém: ‘olha, eu tô de aniversário, vou fazer uma festa, estou te convidando’ e ouvir um ‘não, eu não quero ir’. O brasileiro vai ‘não sei, vou ver’, e eu fazia isso no começo”, comenta. “Um dia meu chefe falou para mim: ‘por que quando a gente convida para fazer alguma coisa, não só tu, mas os brasileiros, diz então vou ver, vou pensar, eu tenho que ver. Vocês não sabem dizer sim ou não?’. Eu eu fiquei assim, não, mas pode ofender, e eles assim não”, completa Silvia.
A artista ainda conta que, quando se mudou para a Alemanha, parou de pintar. As tintas que estavam guardadas há anos foram retiradas novamente dos armários no ano passado, quando Silvia resolveu pintar novamente. “Eu gosto de pintar rosto, caricaturas, principalmente femininas, minha preferência é essa, muito colorida e muito neon. Eu gosto de usar tinta neon, que na luz azul e na luz negra acende, dá aquele efeito”, destaca. O estilo de arte preferido da artista, no qual suas obras fazem parte, é o pop-art.
Em um período de férias no Brasil, Silvia resolveu realizar seus projetos de aulas de artes. Além das turmas do dia 11 na Acic, a artista também irá desenvolver um projeto chamado Frida Kahlo, ao longo do mês de novembro em escolas da região Sul catarinense. “Em 2026, eu vou fazer uma exposição na nossa região, eu não sei se ela vai ficar só em Criciúma, se eu vou andar com ela. Eu estou escolhendo mulheres que me seguem, aí se não quiser participar, não correr o risco, é só não seguir (risos), estou pintando mulheres, mas vai ser surpresa, elas vão saber quando a exposição estiver pronta”, detalha a artista sobre futuros projetos.



































