Natural de Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, a história de Rosane Machado de Andrade com a causa animal iniciou quando se mudou para Criciúma, em 2007. “Eu sempre gostei de animais, mas quando eu era criança, era aquela coisa de pai e mãe não me davam cachorro porque não podia ter bicho em casa e tal”, comentou. “Quando eu vim para Criciúma, eu tive mais contato com animaizinhos em situação de rua e percebi que o problema era muito grande e continua sendo”, acrescentou. Foi em 2015 que Rosane decidiu adotar a sua primeira cachorrinha, a Cacau, que estava com apenas três meses em uma feirinha. “Depois dela, vieram mais seis. Os temporários que viraram permanentes e tenho hoje uma gangue, que são sete cachorrinhos, todos eles que eram de situação de rua e vira-latas, todos aqui em casa”, falou.

Rosane contou que o sétimo cão foi adotado recentemente. Durante dez anos, o cão viveu na praça Nereu Ramos, em Criciúma, sendo cuidado pela voluntária. “Um dia eu vi que ele estava doente, fiquei preocupada e levei para uma clínica. E aí foi constatado o quê? O que eu não queria: pancreatite aguda. Se ele ficasse na rua, ele poderia morrer. Então levei para a clínica, ficou uns nove dias internado e, na hora de trazer de volta para o centro, eu não consegui”, relembrou. “Então eu adotei, trouxe para casa”, pontuou, destacando que, embora seja idoso, o novo integrante soube se aperfeiçoar no novo lar. “Ele é um cachorrinho idoso, trazido das ruas, se adaptou perfeitamente em um apartamento”, reforçou. A primeira cachorra adotada por Rosane, a Cacau, tem mais de 10 anos e é a “líder” do grupo. “Eles a respeitam, ela é a fêmea alfa. Se ela está deitada no meio do caminho, nenhum passa”, afirmou.

Advogada e professora, Rosane está atualmente cursando a faculdade de Medicina Veterinária. Ela inclusive faz parte do grupo Protetores Independentes da Praça (PIPA), considerado utilidade pública pela prefeitura de Criciúma. “O meu foco são os comunitários, o foco dos voluntários da ONG são os comunitários que são os mais abandonados, que viram comunitários para terem o mínimo de proteção legal”, disse. “Só que todo dia aparece cachorro e aí a gente pede ajuda com ração, pede ajuda, olha, tem que vacinar”, falou ainda. “O animal é um ser vivo que merece respeito e responsabilidade. Castre, vacine, dê uma boa alimentação porque aí tu não terá problemas no futuro. Tu terás um animal saudável, tu terá um animal que vai te dar menos despesa”, comentou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a Rosane. Ouça:

 

É possível conhecer mais sobre o trabalho voluntário de Rosane no Instagram @rosaneprofessora. Também é possível acessar os perfis @protetorespipa e @dogs_da_nereu.