Fundada em 2004, a Associação de Agricultores de Armazém (AAGRA), em Urussanga, presta um importante serviço para os produtores rurais da região. Em entrevista, o atual presidente da associação, Giovani Baesso, contou que o grupo surgiu para auxiliar os agricultores, principalmente em uma época em que não existia tanta disponibilidade de implementos e financiamentos bancários. “Hoje em dia a gente tem os maquinários, os tratores, está um pouco mais fácil, apesar do dia a dia ser difícil, mas nessa questão aí muda bastante”, destacou. De acordo com Giovani, a maioria dos produtores da região do Armazém são da agricultura familiar. “Eu vejo a associação hoje até como uma questão social porque tem tantos jovens que saem da área rural e vão para a área urbana. A associação tem um papel fundamental de tentar manter também esses jovens com esses equipamentos que são compartilhados e o pessoal ali pega o equipamento, por exemplo, hoje usa três, quatro horas e ele paga um pequeno valor em cima dessas horas trabalhadas para manter o custo da máquina”, explicou.

Giovani também fez um balanço dos trabalhos realizados em 2025 pela associação. Segundo o presidente da AAGRA, a entidade conseguiu emendas parlamentares no ano passado para o desenvolvimento de mais ações. Um distribuidor de ureia, espalhador de esterco e um tanque pulverizador são alguns dos equipamentos conquistados pela associação com as emendas. Além disso, o presidente destacou que a associação iniciou o ano bem, com a adesão de vários associados nas reuniões. “A gente conseguiu comprar duas carretas, quase mil sacas de insumos fertilizantes para essa safra que vai chegar ali agora”, contou. “A empresa vem, fez uma palestra muito válida, muito importante e mostrou novidades, porque a agricultura todo dia está inovando, não pode parar”, comentou, acrescentando que, atualmente, a associação conta com 23 produtores associados.

O presidente também contou que o carro-chefe de produção rural na localidade do Armazém é a fumicultura. Porém, também há produção de frutas de caroço, como o pêssego e a ameixa, além da uva, milho, feijão, pitaya e morango. Na produção de fumo, Giovani afirmou que a produção é voltada para o comércio exterior, no qual três empresas internacionais com sede em Araranguá a utilizam. “Apesar da fumicultura não ser vista com bons olhos, o fumicultor planta onde dá renda. Se hoje está dando renda, por que ele vai deixar de plantar?”, analisou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com o presidente Giovani, que destacou mais sobre a história e os trabalhos da AAGRA durante o programa Ponto de Encontro. Ouça e conheça:

 

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