A incontinência urinária é definida como qualquer perda involuntária de urina, exceto para crianças, causando problema social ou higiênico e acontece devido às modificações da anatomia ou da fisiologia do trato urinário inferior que é constituído pela bexiga e pela uretra.
A perda urinária é uma queixa frequente e impactante na vida das mulheres. Em mulheres jovens, varia de 12 a 42%. Já em mulheres na pós-menopausa, chega a até 55%. É uma condição que não ameaça a vida da paciente. Porém, causa vergonha, isolamento e depressão, trazendo grande impacto na qualidade de vida da mulher. Além disso, a prevalência e gravidade podem aumentar com a idade.
Na manhã desta terça-feira (23), o Ponto de Encontro conversou com a médica ginecologista e obstetra, Dra. Bianca Bez Batti de Pellegrin. Ouça:
Parte 01
Parte 02
Apesar de aumentar com a idade, não deve ser considerada como normal durante o envelhecimento. Alterações no trato genital, associadas à idade, predispõe a pessoa idosa à incontinência. Doenças crônicas e sistêmicas podem piorar os sintomas, como doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), diabetes mellitus, insuficiência vascular e doenças neurológicas como esclerose múltipla, doença de Parkinson, acidente vascular e trauma raquimedular. O uso de alguns medicamentos também pode interferir na perda urinária. Outras condições que predispõe à incontinência urinária incluem raça branca, constipação intestinal, tabagismo, obesidade e ocupações que exijam esforço físico, principalmente o levantamento de objetos pesados.
O risco também é maior nas pacientes que já engravidaram, quando comparadas às que nunca tiveram filhos. Quanto ao tipo de parto, alguns estudos apresentam um risco maior nas que tiveram parto normal quando comparadas à cesariana. Esse risco está associado a lesões no assoalho pélvico.
Existem diferentes tipos de incontinência urinária e as paciente podem manifestar essa perda durante algum esforço, seja leve ou intenso. Por exemplo, ao tossir, espirrar, rir, levantar-se e também durante a prática de exercícios físicos. As manifestações também podem incluir urgência urinária, desejo súbito e imperioso de urinar e frequência urinária aumentada.
O correto diagnóstico inicia-se pela anamnese (conversa com ginecologista) e exame físico. Algumas doenças como a infecção urinária também devem ser investigadas. Além disso, outros exames podem ser solicitados para complementar o diagnóstico.
Para o tratamento, deve ser avaliado o tipo e grau de incontinência. Podendo incluir mudança de hábito de vida, exercícios perineais, fisioterapia pélvica, tratamento com laser e também por meio de cirurgia.
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Para conferir mais dicas sobre o assunto, acesse o Instagram @dra.biancapellegrin.
A Dra. Bianca Bez Batti de Pellegrin, ginecologista e obstetra, atende nos seguintes endereços:
Consultório Urussanga – Rua Vidal Ramos, Nº 170, primeiro andar, sala 5, centro. Telefones: (48) 3465-1798 ou WhatsApp (48) 9 9600-5079.
Policlínica AAPIU – Rua Barão do Rio Branco, Nº 330, centro. Telefones: (48) 3465-2248 / WhatsApp (48) 9 9801-4747.
Consultório Orleans – Clinivida, Rua Vereador Afonso Zanini, Nº 351, Barro Vermelho. Telefones: (48) 3466-0671 / WhatsApp (48) 9 9108-5418.






































