Dormir tarde e acordar cedo se tornou um hábito comum na sociedade atual. Ao contrário do que muitos pensam, não se trata apenas de cansaço passageiro. O chamado “jet lag social” é um fenômeno cada vez mais presente, impulsionado principalmente pelo uso excessivo de tecnologia e pela rotina acelerada, trazendo impactos diretos na saúde física e mental. De acordo com a psicóloga Luciana Della Giustina Stang, as pessoas estão cada vez mais dormido menos e estão mais cansadas. “Esse cansaço vem mais do mau humor, da irritação, da falta de motivação e até a falta de atenção. São muitos sintomas que acontecem, que aparecem, e, às vezes, isso pode desencadear um transtorno de ansiedade, um transtorno de estresse, depressão e aí vai”, comentou. A especialista explicou que isso ocorre porque as pessoas acabam não tendo os três estágios do sono. “A gente só fica no estágio de vigia, que a gente dorme aquele sono não contínuo”, analisou.
Para a psicóloga Luciana, assim como os adultos, isso também afeta os adolescentes, principalmente os que não têm um limite no uso de telas, como os celulares. “Chega uma hora antes de dormir, vai desligando a luz, vai desligando o celular, toma um banho, que é relaxante também, é bem bom. Escuta uma música, desliga as luzes, tudo que incomoda, vai acalmando, tua cabeça vai se sentindo melhor na hora de dormir”, disse. Luciana destacou que, quanto menos a pessoa dormir, mais falta de atenção vai existir. “Alguns alunos dormem até na sala de aula devido a não dormir bem à noite, dormir tarde”, disse. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista ao programa Ponto de Encontro. Ouça e entenda:
A recomendação é ter uma boa noite de sono todos os dias. Em outras palavras: não adianta “recuperar” as horas de sono dormindo um dia inteiro. “Vai só descansar o corpo, mas o ideal é dormir uma boa noite de sono, dormir todos os dias”, frisou. Por outro lado, a psicóloga ainda pontuou que cochilos durante o dia podem ser benéficos. É o caso da famosa soneca de 30 minutos após o almoço ou durante à tarde, desde que não seja muito prolongada para não afetar o sono da noite. “Esses pequenos cochilos dão uma descansada boa, dão uma desligada do compromisso, daquele turbulência que tu faz ali, foca em ti, te tranquiliza e é bom, faz bem isso para a saúde mental”, observou.
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