Urussanga possui muitas histórias que ajudaram na construção do município. Seja na política, na educação ou na comunidade, a cidade passou por diversas transformações que, ainda hoje, são lembradas por quem viveu as diferentes épocas. É o caso de José Vânio Piacentini, que já foi prefeito da cidade em anos da década de 1990. Em entrevista, José Vânio relembrou que nasceu há mais de 80 anos na região de Treviso, que ainda pertencia a Urussanga. Anos mais tarde, José se mudou com a família, ainda na infância, para a região central urussanguense. Foi nesse novo lugar que Piacentini teve contato com novas experiências. “A minha mãe era muito católica, a nossa família sempre foi muito de igreja, de religião e, nessa época, nós chegamos aqui no final da tarde e tal, e aqui se costumava fazer todas as vezes novenas e a rádio tinha o seu serviço de alto-falante lá em cima no coro da Igreja Matriz, o alto-falante, tinha vezes que o padre Agenor fazia as pregações através do alto-falante e tocava música. Tocou música religiosa de igreja e eu, uma criança de 4 anos, me chamou a atenção”, disse, relembrando que foi nessa época que teve o primeiro contato com um disco de músicas e também com a própria rádio.

Ainda na infância, José Vânio atuou fortemente na igreja, tendo servido durante anos como coroinha. Nessa época, as missas ainda eram celebradas em latim. “A gente enrolava vez em quando porque não dava tempo para decorar tudo, as palavras em latim”, comentou. Unindo a religião e a comunicação, Piacentini também atuou durante anos na Rádio Marconi. Segundo o ex-prefeito, anos atrás era comum ter um locutor que informava as partes em que a missa estava. Durante as folgas do locutor titular, Piacentini realizava a função. “Era colocado num pedestal o microfone, o padre não falava, era o locutor, ‘agora estamos fazendo a consagração’, ela era detalhada, não era a oração com os fiéis e nem com o padre, era detalhada pelo locutor através de um manual que nos era fornecido”, explicou, acrescentando que devia ter entre 12 e 14 anos de idade durante essa época. Piacentini ainda destacou que atuou na Rádio Marconi junto com Olinda Bettiol e Maria Damiani. “Eu me lembro que a Olinda Bettiol tinha o programa ‘Solicite sua Música’, era um programa famoso, alguém ligava para pedir música, ligava não, mandava carta, porque aquele tempo o telefone não era como é hoje, então mandava carta pedindo música e tal”, recordou.

Após a formação na escola, que incluiu passagens pelo Rainha do Mundo e em instituições de outros municípios, José Vânio ingressou no mercado de trabalho. Piacentini trabalhou em uma editora de livros e em uma empresa de construção antes de voltar para Urussanga, onde atuou na Empresa Força e Luz (Eflul). “Depois da Força e Luz aí então sim eu comecei a participar já da vida pública. Fui trabalhando no governo do Seu Lydio, depois no governo do Altair, no governo do Nelson Alexandrino”, contou, acrescentando ainda que trabalhou na empresa da Perdigão durante alguns anos. Nessa época, Piacentini foi convidado a fazer um curso pela empresa em São Paulo, mas não foi porque já era envolvido na política de Urussanga. Isso porque ele era vereador e presidente do Legislativo. Após dois mandatos como vereador, Piacentini ainda atuou no secretariado de prefeitos de Urussanga e também em Criciúma.

Entre os anos 1993 e 1996, Piacentini esteve como prefeito do município de Urussanga pelo MDB. Depois de um mandato, ainda atuou no então Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra) do Governo de Santa Catarina, em Florianópolis. “Em 2009 me aposentei com 37 anos assinado em carteira, mais cinco anos por decreto, que era o tempo nomeado por cargo de confiança, dava 42 anos serviço. Mas eu disse assim, vou esperar fazer 65 anos, quando eu fizer 65 anos, eu completo todo o ciclo. Aí me aposentei com 65 anos, entreguei a minha carteira de demissão”, contou. O programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com José Vânio, que relembrou toda a sua infância e sua trajetória na política. Ouça mais na íntegra e entenda:

 

Confira a entrevista também em vídeo:

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