Com a chegada do fim de ano, é comum notar que as pessoas estão cada vez mais ansiosas e estressadas. Para a psicóloga Viviane Mendes, essa época do ano costuma ser uma mistura de sentimentos: é o ano finalizando, um outro ano começando e as tradicionais festas e encontros ocorrendo. “A gente sente que precisa dar conta de tudo, das festas, das metas e dos compromissos das pessoas. É como se com o fim do ano viesse uma pressão silenciosa para encerrar tudo de forma perfeita”, afirmou. A especialista explicou que muitas pessoas se sentem ansiosas porque o corpo e a mente estão cansados, mas o ritmo social ainda continua a todo vapor. “Dá a impressão de que o ano acabou e a vida ficou devendo. Paralelo a isso, também a gente tem a questão do peso da comparação das redes sociais. Todo mundo no Instagram parece feliz, produtivo, realizado. Isso pode gerar uma sensação de culpa ou incerteza em quem está só querendo sobreviver ao final do ano”, falou.
A psicóloga ainda ressaltou que muitas pessoas sentem o luto durante o final do ano por conta das lembranças de um familiar que já faleceu. “Isso tudo mexe muito emocionalmente. Quando o estresse e a ansiedade aparecem, o mais importante é a gente entender que isso é humano. Não é fraqueza, às vezes a gente precisa desacelerar, respirar fundo e reconhecer o que deu certo, mesmo que o ano não tenha sido perfeito”, comentou. Viviane também reforçou que, no começo, os sinais de ansiedade e estresse são mais sutis. “Às vezes a pessoa nem percebe que é ansiedade, ela acha que é só cansaço ou excesso de trabalho”, disse. “Um dos principais sinais é quando a mente não desliga. A pessoa deita na cama, está cansada, quer dormir, mas o pensamento continua acelerado. A mente fica revisando tudo o que aconteceu durante o dia, ou pior, fica preocupada com o que ainda nem aconteceu”, pontuou, acrescentando que outro sinal é a mudança repentina de humor.
O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista no programa Ponto de Encontro com a psicóloga Viviane. Ouça na íntegra e entenda mais:
Viviane salientou que o principal ponto é entender que não há como eliminar completamente a ansiedade. Isso porque ela está presente na vida de todo mundo. O ideal é aprender a cuidar dela durante o dia a dia. “Isso começa com pequenos gestos. Uma das dicas que a gente mais recomenda é a respiração de forma consciente. Pode parecer bem básico, mas quando a gente pausa por alguns segundos, expira bem fundo e solta o ar devagar, o corpo entende que ele está seguro e isso por si só já ajuda a desacelerar a mente”, frisou. “Outra dica é criar pausas reais ao longo do dia. Sair do piloto automático, levantar da cadeira, alongar o corpo, tomar um café, sem o celular por perto. Essas micropausas ajudam o cérebro a se reorganizar”, pontou a especialista.



































