Desde a infância, Samuel Leonor teve influências na família que o levaram a seguir a carreira militar. Isso porque o pai adotivo de Samuel era policial e acabou apresentando ao filho o universo da segurança pública, convivendo com colegas de profissão e acompanhando de perto os valores ligados à disciplina, hierarquia e compromisso com a sociedade. Esses valores foram ainda mais reforçados em 2005, quando Samuel realizou o serviço obrigatório no exército e percebeu que se adaptou a esse mundo. “Ficou quase que natural, no próprio exército fiz concurso para a Polícia Militar e em 2006 eu ingressei, saí diretamente do exército para a polícia”, disse. Para Samuel, as referências são essenciais para a vida. “Por eu ter tido uma boa referência, uma referência de alguém que usou a polícia para fazer o bem para a sociedade, usou a polícia para ter as suas realizações pessoais, mais também ajudar outras pessoas, acabou sendo algo que brilhou meus olhos”, destacou.

Na PM há 20 anos, hoje Samuel é agente do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE). Dentro da equipe, Samuel já atuou em operações na Floresta Amazônica, na fronteira entre Venezuela e Colômbia, em estados no Nordeste e também na segurança do ex-ministro da Justiça, Sérgio Moro. “Eu costumo dizer que eu me sinto confortável em ambientes de pressão. E hoje em dia isso é com todo mundo. Todo mundo em algum momento sente-se pressionado e tem que entregar resultados sob pressão. Então nós lá somos treinados para nos sentirmos confortáveis nesse tipo de ambiente, confortáveis nesse tipo de situação”, falou, acrescentando que o trabalho desenvolvido pelo BOPE exige muita técnica. “Se a gente está com uma situação de sequestro, por exemplo, alguém ali em cárcere privado, como a gente chama, ameaçando tirar a vida de outra pessoa, a gente chega ali para que todas aquelas pessoas que estão envolvidas saiam vivas. Inclusive a pessoa que está causando aquele fato sair dali com vida”, exemplificou.

Samuel integra a equipe de negociadores do BOPE, o que exige ainda mais preparo técnico. “O principal trabalho do negociador é fazer com que todas as pessoas que estão envolvidas, naquilo que a gente chama de crise, saiam com vida”, reforçou, dizendo que o BOPE conta com uma equipe especializada em casos de pessoas com tendências suicidas. Conforme Leonor, o preparo para se tornar um agente do BOPE é intenso. Segundo o policial, dos 300 inscritos, cerca de 50 são selecionados e em média só cinco são aprovados no processo final. Samuel, que também é conhecido como Samuca, falou mais sobre a sua história de vida e sua trajetória na PM e no BOPE em uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra e saiba mais:

 

Toda a experiência que Samuel tem na área de operações especiais contribui para as suas palestras e mentorias. Agora, o policial irá lançar o livro “Vá e Vença: Missão Dada É Missão Cumprida”. O lançamento da obra ocorre nesta quarta-feira, dia 1º de abril, a partir das 19 horas, na Livraria Catarinense, no Nações Shopping, em Criciúma. “Ele não é um livro só para quem é militar, para quem gosta desse ambiente militar, para esse tipo de área. Não, ele é um livro que conversa com todas as pessoas. Então eu tenho pessoas que já leram o livro, ali no pré-lançamento, de 60, 70 anos, até adolescentes, empresários, pessoas que trabalham de certa forma autônoma, ou seja, que precisam muito daquela autodisciplina, que adquiriram esse livro e deram um ótimo feedback”, comentou. Além do lançamento, o livro de Samuel pode ser adquirido em seu Instagram @samuca_caveira11.

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