Criciúma possui em torno de 15 mil animais de rua, de acordo com dados do censo de 2023. As informações repassadas são de Juliana Thofehrn, voluntária da Organização Não Governamental (ONG) S.O.S Vira Lata. Devido ao número, a entidade cada vez mais reforça a importância do cuidado com os animais, da castração e do quanto é ruim abandonar cães e gatos. A ONG S.O.S Vira Lata existe há 20 anos e é formada por pessoas voluntárias. “Nós sobrevivemos de doações, de pessoas que contribuem mensalmente, financeiramente ou com doação de ração, medicamentos”, explica Juliana.
Todos os meses a ONG promove uma feira de adoção animal. As feiras acontecem todo segundo sábado de cada mês no Nações Shopping, das 11h às 17h. Durante as ações, os voluntários também aceitam doação de ração e mantimentos. Os trabalhos realizados pela ONG S.O.S Vira Lata foram destaque em entrevista com Juliana no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra e conheça mais:
Além de mantimentos, a ONG conta com a colaboração de vários voluntários que disponibilizam suas casas como abrigos temporários para os animais resgatados. Juliana conta que muitas pessoas têm receio de ser lar temporário, já imaginando a quebra de vínculo com o animal após ele ser adotado por outra família. “Esse vínculo não precisa ser quebrado, porque a gente, inclusive, diz que você pode ser padrinho do animal o resto da vida dele. Pode doar sempre ração, visitar, combinar com a pessoa que adotou de colaborar com esse animal”, reforça Juliana.
No caso de Criciúma, o município possui uma lei sobre o cão comunitário. “É um animal que tem laços sentimentais com as pessoas da rua, com alguém, e que vivem no seu bairro e não têm tutor, não têm moradia fixa. Inclusive, em locais públicos, é permitido, por lei, se tu quiser colocar uma casinha, pote de água e ração, é uma lei que permite isso”, esclarece. “O maior desafio mesmo é conscientizar a população que somos todos donos dos animais de rua. Não dá para passar e ignorar”, complementa a voluntária.
Em entrevista, Juliana ainda ressaltou a importância de adotar animais idosos ou com deficiência. “Adotar um cão adulto é uma coisa muito especial, porque é dar uma oportunidade para quem até aquela idade não conseguiu”, afirma. “Existem, inclusive, cães especiais que as pessoas adotam, às vezes, não têm uma pata ou é fruto de maltrato, perdeu a visão de um olho, algo assim”, acrescenta a voluntária.
Para ajudar nos trabalhos realizados, a ONG realiza a venda de calendários. Os produtos possuem fotos de animais de rua que foram resgatados e adotados. Os calendários, confeccionados com a ajuda de patrocinadores, são vendidos por R$ 10,00, e todo o recurso é destinado para pagar as clínicas veterinárias parceiras e para a compra de medicações e rações. Confira mais:
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