A prefeita Stela Talamini (MDB), junto com técnicos da administração municipal de Urussanga, detalhou todo o processo envolvendo a pavimentação da rodovia dos Mineiros. Isso porque muitas pessoas estão questionando sobre o início das obras, já que o governador Jorginho Mello (PL) esteve no município no dia 8 de janeiro para assinar o convênio entre o Governo do Estado e a prefeitura. Durante essa semana, representantes do Partido Liberal de Urussanga e o presidente da Associação dos Moradores do bairro Rio Carvão participaram de entrevista no Comando Marconi e falaram sobre o mesmo assunto. Em entrevista, membros do PL questionaram a atuação da prefeitura referente ao início das obras de pavimentação da rodovia. Nesta sexta-feira, dia 27, a prefeita Stela, a assessora de convênios da prefeitura, Fabiane Thomaz, e o engenheiro do setor de planejamento, Suele Tibes, detalharam a situação da rodovia. Ouça na íntegra as explicações:

Parte 01

 

Parte 02

 

Em sua fala, a prefeita Stela garantiu que a equipe técnica da prefeitura de Urussanga está trabalhando diariamente e de forma muito responsável para dar seguimento a pavimentação da rodovia. “É o maior volume de recursos da prefeitura hoje para a gente poder realizar uma obra. Volume esse que ainda não está na prefeitura”, disse, acrescentando que ainda são necessários muitos trâmites até o recurso ser encaminhado à administração pelo Governo do Estado. A prefeita rebateu a alegação de que haveria um travamento da máquina pública por parte da prefeitura para o início da pavimentação. “Está se trabalhando, mais uma vez, todos os dias, nós tivemos que deixar de lado outros projetos que estão até sendo cobrados de nós, inclusive foi cobrado alguns projetos que não estão andando, estamos sim priorizando a rodovia dos Mineiros. A equipe da Secretaria de Desenvolvimento não é uma equipe grande, então nós concentramos todos os esforços nessa rodovia”, afirmou, complementando que a Secretaria de Estado de Infraestrutura (SIE) tem dado todo o suporte para o andamento da conclusão das diligências necessárias para o início das obras.

Servidora da prefeitura de Urussanga há 13 anos, Fabiane destacou que a equipe técnica está trabalhando diariamente para responder todos os questionamentos realizados pelo Governo do Estado. A assessora de convênios contou que a equipe tem atuado na atualização do projeto desde setembro, quando uma reunião foi realizada com o governador Jorginho Mello em Florianópolis. “Naquele momento a informação técnica, em conjunto com a Casa Militar, era de que o governador viria no final de outubro para o município de Urussanga. Foi anunciada essa vinda do governador até final de outubro e ele mesmo relatou que até final de outubro estaria em Urussanga”, disse. “Todo mundo trabalhou para que se o governador viesse em outubro. Acabou no governador não conseguindo vir em outubro”, acrescentou. Segundo Fabiane, a equipe da SIE repassou para a prefeitura que o andamento do processo seria iniciado após a vinda do governador. Em novembro, a SIE já solicitou algumas alterações para prefeitura, que enviou as correções poucos dias depois. “Esse processo ficou lá na Casa Civil desde o dia 14 de novembro e foi aí que começou a luta: quando que o governador iria vir? Porque até dia 14 de novembro ainda a gente não tinha a data que o governador viria e essa resposta do governador. A vinda dele, efetivamente, foi dia 8 de janeiro”, destacou.

Segundo Fabiane, com a vinda do governador ao município no dia 8 de janeiro, o processo começou a tramitar na Casa Civil de forma interna no dia 9 de janeiro. Desde então, o Governo do Estado solicita as alterações no projeto, que são respondidas pela equipe da prefeitura. “A gente verifica que não há nenhum empecilho quanto ao Governo do Estado e nem tão pouco quanto ao município de Urussanga e os seus técnicos”, frisou. Em entrevista, o engenheiro Suele também detalhou todas as diligências solicitadas pelo Governo do Estado, que estão sendo providenciadas pelo setor de Planejamento da prefeitura. Conforme o engenheiro, por se tratar de uma obra que tem um investimento de quase R$ 50 milhões, é necessário muita responsabilidade, tanto do Estado como do município. Um dos pontos solicitados é a revisão da ponte do Rio Carvão. “O Estado solicitou complementação relativamente e especificamente quanto à segurança hidráulica e estrutural. O que é isso? É pedir o melhor detalhamento, por exemplo, nas cotas máximas de enchentes. E aí, nesse caso, a gente tem que pedir um apoio também para a Defesa Civil Municipal”, comentou. Outros pontos solicitados também envolvem a questão da terraplanagem,  estudos geotécnicos, interferências nas concessionárias de energia elétrica e outros vários fatores.

Suele também reforçou que toda a equipe técnica da prefeitura está empenhada para resolver todas essas questões. “Está todo mundo envolvido, as empresas envolvidas, setor jurídico, setor contábil, questão de engenharia, a gente está trabalhando para isso. A gente pretende, nesse primeiro momento, atender todas essas diligências na primeira fase. É lógico, vai voltar por uma análise, eventualmente pode ter algum ponto de esclarecimento, mas a gente está sempre disponível de plantão para atender no prazo legal porque a gente está correndo contra o tempo, de trás para frente”, pontuou, dizendo que a prefeitura pretende mandar todas as atualizações até esta segunda-feira, dia 2. Por conta do período eleitoral, existe um prazo para que as obras iniciem: dia 5 de julho. A prefeita Stela também frisou que todos esses processos estão ocorrendo dentro da normalidade. “Claro que se esse processo tivesse iniciado, talvez, em outubro do ano passado, setembro do ano passado, nós estaríamos com um conforto a mais no tempo, mas agora vamos trabalhar com aquilo que a gente tem”, afirmou. “O município está trabalhando incansavelmente para isso. Como a prefeita mencionou, se isso tivesse acontecido um pouco lá atrás, nós estaríamos em um prazo menos apertado. Como o Suele falou, a gente está trabalhando de trás para frente, nós sabemos que nós temos prazos legais, como o prazo de publicação do edital de licitação, que só ali tem que ficar em torno de 30, 40 dias”, contribuiu Fabiane.

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