Há 15 anos Luiz Gustavo Parise sentia o despertar de uma vontade de construir uma árvore genealógica. O interesse em conhecer suas próprias raízes familiares foi ainda mais reforçado por conta de sua profissão. Luiz Gustavo, natural do interior de São Paulo, é piloto de avião. Poder viajar para outros países possibilitou que Luiz pesquisasse ainda mais sobre a sua família. Muito além das informações que estão somente na internet, Luiz buscou os fatos em documentos antigos, presentes nas igrejas e nos cartórios da Itália. Todo esse interesse e a pesquisa resultou em um livro: Partiremos ao Amanhecer – A História dos Parise: do Vêneto ao interior do Estado de São Paulo.
Em entrevista ao Ponto de Encontro, Luiz contou que todas as vezes que ia à Itália procurava buscar mais informações sobre a sua família. “Teve muitos momentos difíceis, onde só pessoalmente mesmo a gente conseguia alguma coisa, quando já não existe registros fotocopiados disponíveis nos sites de genealogia na internet. Alguns documentos demandaram várias viagens para contar com a boa vontade dos padres das igrejas, porque as igrejas são as instituições que detêm esses documentos na Itália, quando os documentos são mais antigos do que 1870″, explicou. Ouça a entrevista completa realizada para a Rádio Marconi:
Questionado sobre qual fato o surpreendeu mais, Luiz afirmou que tudo o que pesquisou chamou sua atenção. “A falta de conhecimento que eu tinha de como viviam os meus antepassados na Itália era tão grande que tudo me surpreendeu. Desde o fato de que eles eram pessoas que viviam na zona rural, que eram pessoas muito pobres”, comentou. A árvore genealógica de Parise chegou até na sexta geração, por volta de 1750. “Em 1745, é a data que nasce o meu heptavô, um avô da sétima geração”, contou.

Partiremos ao Amanhecer
A ideia de italianos que a própria Itália criou e divulgou para o mundo, depois de unificar diferentes regiões numa única república a partir de 1871, é aquela de fazedores de macarrão e pizza, dançadores de tarantela e bebedores de vinho tinto.
Quem vivia no Vêneto não fazia nada disso: as comidas eram outras, como polenta e pescados; as casas tinham telhado de palha; a língua era completamente diferente dos dialetos do sul da península.
Luiz Gustavo Parise investigou longamente seus ancestrais e a forma como viviam, traçando a trajetória de sua família desde Giuseppe Parise, nascido por volta de 1745.
Recriando as tradições, festas e a profusão de dificuldades que enfrentavam no dia a dia, o autor fornece um panorama fascinante da vida dos camponeses dessa região central da Europa, e que tanto influenciaram a cultura de São Paulo.



































