Empresários e moradores do bairro Santa Luzia e região, entre Urussanga e Cocal do Sul, seguem apreensivos com as obras de duplicação da SC-108. A descoberta de que o trevo planejado é apenas parcial resultou em uma reunião comunitária. O encontro para discutir o assunto está marcado para esta quarta-feira, dia 21, às 20 horas, no Salão da Igreja de Santa Luzia.

O empresário Eloi Beterli e a moradora Elaine Zanin aprofundaram os desdobramentos da situação e relataram sobre o prejuízo logístico causado por este “meio-trevo”, em entrevista à Rádio Marconi. “A obra andando e a gente demorou até agora para descobrir que o trevo que está sendo feito, lá onde estão as máquinas, ali perto da igreja, vai ser feito um meio-trevo, ou seja, vão atender em metade a nossa reivindicação. O trevo vai atender simplesmente assim: você que está vindo de Urussanga em direção a Criciúma e consegue fazer o retorno de volta para Urussanga, mas no sentido inverso não tem essa possibilidade”, fundamentou Beterli.

A obra elimina o retorno bidirecional, obrigando motoristas e caminhoneiros de cerca de 20 empresas locais a andarem mais alguns quilômetros para retornar, impactando na segurança e economia da região, que fica posicionada à entrada de Urussanga. “Qual empresa se instalaria ali, contando que não tem um trevo para ela fazer acesso? Ela provavelmente não vai se instalar ali, vai para outro município ou para outra região do município que ela tenha condições do cliente chegar, do caminhão dela entrar e sair. São coisas que impactam não só nós moradores, mas a arrecadação do município”, falou o empresário.

Segundo Elaine, os efeitos negativos se abrangem também às famílias, elevando o custo e interferindo na logística das crianças. “A gente tem em torno de 150 famílias que dependem no dia a dia. A gente tem crianças que estudam em Cocal, crianças que estudam em Urussanga, em Criciúma… Isso onera muito o custo para todo mundo.  É claro, a gente está pedindo ajuda mesmo para o poder público, para todo mundo que possa se envolver para que isso aconteça realmente, conforme prometido em 2023”, relembrou a moradora. Entenda mais do assunto:

 

Em entrevista, Eloi faz um convite à comunidade para abraçar a causa, que será discutida na reunião desta quarta-feira, dia 21. “O convite é para todos, é para o município… Tem pessoas que às vezes nem tem noção que vão ser impactadas. A pessoa simplesmente circula pelo município e a hora que ele for, vai se ver de cara com o muro, mas nem imaginava. Por isso o convite é aberto para todo município, para Cocal do Sul principalmente, para as autoridades”, encorajou.

WhatsApp Image 2026 10 21 at 8.38.08 AM