A Síndrome dos Ovários Policísticos é o distúrbio endócrino mais comum em mulheres em idade reprodutiva e a principal causa de aumento de hormônios que causam acne, oleosidade, crescimento excessivo de pelos, períodos menstruais irregulares e longos e infertilidade ovariana. É estimado que afete entre 5% a 10% das mulheres, 30% a 40% das pacientes com infertilidade e 90% das mulheres com ciclos menstruais irregulares.

Segundo a doutora Bianca Bez Batti de Pellegrin, médica ginecologista e obstetra, a doença pode causar uma série de problemas de saúde, incluindo um risco aumentado de desenvolver diabetes e outras complicações metabólicas. “Muitas pessoas acham que é o simples fato de eu ter nos ovários um padrão policístico, e, na verdade, não é isso. Eu tenho um acometimento sistêmico. Eu tenho resistência à insulina, que confere a essa paciente o maior risco de diabetes, de pressão alta, de síndrome metabólica, de complicações cardiovasculares. Eu tenho também hiperandrogenismo, que é um excesso de hormônios que podem me causar acne, oleosidade e pelos de padrão masculino”, explica a especialista.

A Síndrome dos Ovários Policísticos apresenta alguns sintomas característicos, sendo que as manifestações podem variar de intensidade e frequência de uma mulher para outra. É importante que as mulheres com sintomas suspeitos consultem um médico para avaliar a presença do distúrbio e outras condições relacionadas. “A principal queixa dessas pacientes é a alteração de fluxo menstrual. A paciente fica longos períodos sem menstruar. Então às vezes fica dois, três, quatro meses sem menstruar. Tem paciente que menstrua uma ou duas vezes por ano, sem estar tomando nada de contraceptivo hormonal. Além disso, oleosidade, muita acne, muitos pelos também são um padrão bem frequente dessas pacientes. O sobrepeso, essas manifestações de ganho de peso também estão associadas a síndrome de ovário policístico”, esclarece a ginecologista Bianca.

A doutora ressalta que o distúrbio é causado por uma combinação de fatores, entre eles: genéticos, hormonais e metabólicos. “A gente tem várias interferências. Na verdade, não é um fator único, mas a gente tem uma história familiar, que faz parte, sim, de fatores de risco. A gente tem os hábitos de vida, o que a gente come, o sedentarismo, tudo isso interferindo e aumentando o risco do surgimento da síndrome de ovário policístico”, complementa a médica.

Causas, sintomas e tratamento da síndrome dos ovários policísticos são abordados pela ginecologista Bianca de Pellegrin. Confira:

Parte 1 

 

Parte 2

 

Para controlar os sintomas, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida exercícios físicos regulares e uma alimentação saudável são componentes importantes no tratamento. “O principal tratamento é a mudança de hábitos de vida. Então, a prática regular de atividade física, e não é uma atividade física em específico, é o que a paciente gosta mais. Pode ser atividade física ao ar livre, caminhada, corrida, bicicleta, musculação, treinamento funcional, esporte. Atividade física do gosto da paciente, e, além disso, a alimentação. É fundamental um acompanhamento em conjunto com uma nutricionista porque a gente tem alimentação que vai conseguir ajudar mais essa paciente. Essa é a base do tratamento. A grande maioria das pacientes com essa mudança de hábito de vida já consegue controlar, consegue tratar a síndrome”, relata Bianca.

Embora muitas mulheres com ovários policísticos não apresentem sintomas, eles podem aumentar o risco de desenvolvimento de outras complicações, incluindo doenças malignas. “Pensando na parte de doenças malignas, de câncer propriamente dito, a síndrome de ovário policístico ela aumenta o risco de câncer de endométrio, que é o câncer da parte do interior do útero, do miolinho do útero. Então, sim, quando eu não tenho um controle adequado, eu tenho um maior risco de desenvolver lesão maligna, de desenvolver câncer de endométrio”, alerta. A realização de consultas ginecológicas anuais é importante para a saúde da mulher, não deixe de buscar ajuda médica. Tratar a condição adequadamente é importante para prevenir problemas graves e garantir uma boa qualidade de vida.

Agende uma consulta com a ginecologista Bianca Bez Batti de Pellegrin:

Consultório Urussanga: Rua Vidal Ramos, número 170, primeiro andar, sala 5, Centro. Telefones: (48) 3465-1798 / WhatsApp (48) 9 9600-5079.

Consultório Orleans: Rua Vereador Afonso Zanini, número 351, Barro Vermelho. Telefones: (48) 3466-0671 / WhatsApp (48) 9 9108-5418.

Consultório Criciúma: Rua Barão do Rio Branco, número 188, Centro, Criciúma. Telefone: (48) 9 9175-6888.

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