Seja a vida religiosa, um matrimônio ou um sacerdócio, todos esses três chamados são uma vocação. Agosto é conhecido por ser o mês das vocações, justamente para celebrar a importância delas. Uma vocação pode ser criada e sentida através de um casamento, do amor de duas pessoas para com as ações da Igreja Católica, como é o caso do casal urussanguense Margareth De Villa Anastácio Pereira Lierte Pereira.

Como forma de ressaltar o mês de agosto para a Igreja Católica e destacar importantes vocações, o programa Ponto de Encontro realizou uma entrevista especial com o casal. Como se conheceram, as atividades que realizam juntos na igreja e conselhos para um bom casamento foram destaque na entrevista. Ouça:

 

Margareth e Lierte já se conheciam desde a época do colégio. Os dois são de famílias muito participantes da igreja, na qual sempre estavam presentes em grupos de oração jovem da paróquia. Foi através da igreja que os dois passaram a ser amigos, construindo assim o início de um relacionamento, já durante a faculdade. “A gente se casou em 1985, e naquela semana deu muita chuva aqui na região. Foi segunda, terça e quarta, e na quinta-feira deu a enchente no bairro Da Estação. A gente se casou em um sábado, depois de um sol de rachar, que era Carnaval, em fevereiro”, relembra Lierte.

O padre Orlando Cechinel foi quem celebrou o casamento. “No ano seguinte, nós já entramos no Movimento de Irmãos. O padre Orlando foi lá nos convidar, com mais alguns casais daqui, a gente aceitou e estamos até hoje, 37 anos no Movimento de Irmãos, somos casais encontristas”, comenta Lierte. “A gente sempre assumiu, toda a vida, tarefas ali, de mais liturgia, fazer reuniões, liderança de grupo, secretaria, ensaio de canto, reunião pela diocese inteira. Com a Pastoral Vocacional também”, completa.

Para Margareth, para se ter um bom casamento é necessário ter fé. “A nossa fé católica, Jesus Cristo, nossos santos de devoção, a Nossa Senhora. Sempre temos a oração toda a vida, a gente sai de casa e faz uma oração”, afirma. “Tem que ter diálogo, tem que sempre estar conversando, nem sempre são rosas, nem sempre são flores, tem as suas dificuldades. Mas a gente vai levando e eu acho que a gente precisa de oração, precisa estar em diálogo principalmente”, acrescenta Lierte.