Com a chegada da Quaresma, período de 40 dias que antecede a celebração da Páscoa, muitos devotos se dedicam a praticar a abstinência de carne e o jejum como forma de penitência, em respeito às tradições cristãs. No entanto, é importante que, durante esse período de preparação, os fiéis se atentem aos cuidados em relação à alimentação, buscando um equilíbrio para manter o organismo em dia. A nutricionista Jamile Orlandi Luciano, da Cia da Saúde de Urussanga, explica que a estação do verão, por exemplo, é um período que exige atenção quanto a restrições e exageros, podendo acarretar diversas consequências, sendo a baixa imunidade uma delas.

A especialista Jamile participou do programa Ponto de Encontro desta semana e apresentou alternativas para as pessoas que seguem a tradição religiosa e não comem carne vermelha durante a Quaresma. Ela preparou dicas de alimentos que podem substituir de forma satisfatória o déficit, ajudando a evitar que o organismo reaja mal a esse período de restrição. “Como alternativa, podemos citar o peixe, que é o mais intercalado nesse momento, e os ovos, que são facilmente acessíveis. Também é importante mencionar o termo ‘aquisição’, bem como o investimento necessário para comprá-los”, afirma a nutricionista, esclarecendo que os ovos são uma das principais opções, principalmente por apresentarem uma alta quantidade de proteína, além de serem baratos e fáceis de encontrar.

Para aquelas pessoas que não possuem o hábito de comer peixes, a proteína texturizada de soja pode ser uma saída. “Muitos já conhecem porque, na verdade, é um alimento antigo. Nas escolas, eles colocavam na merenda. Ela é considerada uma carne vegetal. Então, você adquire ela como se fosse um grãozinho, um granuladinho. Faz o processo de hidratação natural com água, pode botar umas gotinhas de limão para tirar um pouco aquele teor, aquele sabor mais característico da soja. Ela vai crescer e vai inchar nesse processo. Depois, você pode modelar em casa, fazer bolinhas de carne, pode fazer no formato de hambúrguer ou como se fosse uma carne moída. Então, você vai ter uma proteína vegetal de um valor biológico bem acentuado, porém sem gordura e vai estar extraindo as quantidades de minerais também que você precisa”, exemplifica Jamile.

Para conferir mais dicas sobre um prato saudável e conseguir conciliar uma alimentação balanceada mesmo durante os momentos de fé, ouça a entrevista completa:

Parte 1

 

Parte 2

 

Jamile ressalta que, por um período mais reduzido, o corpo pode tolerar certas restrições alimentares, mas se decidir adotar uma dieta mais restritiva de forma permanente, é extremamente importante prestar atenção à complementação alimentar. “Lembrando que para aqueles que fazem restrição severa de carne vermelha, nós, profissionais da área de saúde, recomendamos sempre incluir na dieta o complexo B, pois é na carne vermelha que se encontra principalmente a fonte de vitamina B12 e ácido fólico. Durante um período curto, talvez não seja necessário, mas para aqueles que desejam seguir essa prática como um hábito saudável, é importante monitorar a ingestão do complexo B na dieta, já que a carne vermelha é a fonte mais concentrada desse nutriente”, alerta a profissional da Cia da Saúde de Urussanga.

No decorrer da conversa, Jamile apontou um prato benéfico repleto de sugestões eficientes e que podem ser inseridas em nosso dia a dia. “Primeiro, vamos tentar colocar mais folhas verdes, como espinafre e rúcula. Vamos também incluir nossa famosa ora-pro-nóbis, que é considerada a proteína do reino vegetal. Faça ela refogadinha antes de colocar na salada, aumentando a absorção. Vamos associá-la com algum tipo de semente, como a de abóbora ou a de girassol, para enriquecer a salada com zinco para fortalecer a imunidade e vitaminas do complexo B para trabalhar o sistema nervoso”, revelou. “Outra questão é trabalharmos com as leguminosas, como feijão, lentilha, grão-de-bico e soja, além da própria ervilha, que é uma fonte de proteína vegetal. Tanto é que hoje já existe suplementação vegana à base de ervilha. A proteína do arroz também pode ser uma alternativa. Podemos pensar em um feijãozinho como um alimento tradicional que todos nós estamos acostumados a consumir. Para quem está consumindo ovos nesse período e não está seguindo um jejum tão regrado, é possível a gente associar com folhas, arroz e o feijão. Por exemplo, um omelete com folhas de rúcula, radiche, espinafre e até mesmo ralando uma cenourinha”, completa.

Se você tiver interesse, é possível receber essas orientações na Cia da Saúde de Urussanga. Para um plano individual, basta entrar em contato com o estabelecimento e agendar uma consulta com a nutricionista Jamile. Você pode acompanhar a Cia da Saúde de Urussanga nas redes sociais, como Instagram e Facebook, e também pode entrar em contato por meio do WhatsApp.