Após mais de 30 anos trabalhando como bancária, Milena Ramos Vitto dedica seus dias sendo catequista e propagando os valores da fé cristã em Urussanga. Em entrevista, a urussanguense afirmou que, atuando na catequese, tem a oportunidade de conhecer novas pessoas e diferentes histórias de vida. “A minha mãe brinca que agora, com esse trabalho voluntário na igreja, eu vou conhecer o restante das pessoas que eu não tive a oportunidade de conhecer durante o meu trabalho no banco”, afirmou. Milena está atuando como catequista há cinco anos. “A gente está sempre aprendendo, é uma caminhada com muitos desafios”, disse, acrescentando que está acompanhando adolescentes desde a infância deles. “A gente está ali para fazê-los crescer na fé, orientando, dando exemplo”, falou. “A gente procura o melhor caminho porque não é fácil, hoje em dia, com tantas distrações que a gente tem por aí afora, mas, fazendo com amor, acho que a gente consegue seguir no caminho certo”, complementou.
A história de Milena como catequista iniciou através de um trabalho voluntário na ala psiquiátrica do Hospital Nossa Senhora da Conceição. Enquanto atuava na instituição, em 2019, Milena foi convidada por uma religiosa para ser catequista. “Eu fugi, literalmente, vou ser bem sincera”, contou. “Veio a pandemia em 2020, passamos a pandemia, eu disse ‘bom, a irmã esqueceu de mim’. Não, passou a pandemia, começou a liberar aos pouquinhos e ela voltou a me convidar”, comentou. “Marcamos uma pequena reunião e, de lá para cá, em 2021, eu comecei como assistente de uma catequista que já é bastante experiente. No mesmo ano, fui convidada a participar da coordenação da matriz”, relembrou. Segundo Milena, na mesma época, houve falta de catequistas e, por isso, passou a assumir as turmas. “Assumi uma turma de Primeira Eucaristia, justamente essa turma que está comigo até hoje, que já recebeu o sacramento da Eucaristia no ano passado e vai receber o sacramento do Crisma agora dia 11 de abril”, afirmou.
Para Milena, atuar com crianças e adolescentes é um aprendizado diário. “Eles gostam de conversar. A gente tem que abrir esse espaço porque a catequese, primeiro, não é uma sala de aula que você vai chegar lá e ‘quem decorou isso?’. A gente está ali para propor, está ali para conversar, a gente não exige a decoreba da escola”, comentou. “A gente só tem um encontro por semana, é uma horinha só. Esse encontro, se você abrir para eles conversarem, você aprende muito e aí entende às vezes o que é um simples fato de tu estar ali ouvindo aqueles 10 minutos que tu abre, o que eles conversam, o que eles te contam”, acrescentou. Segundo a catequista, é preciso utilizar o que ocorreu na época de Jesus Cristo e trazer para o atual mundo das crianças e adolescentes. “É tão lindo tu ver crianças de 9 anos falando de um evangelho, eu fico arrepiada, porque eu fico olhando isso, meu Deus, como essa criança tem esse conhecimento? Mas tudo tem que ser uma abordagem simples e eles vão falando”, disse. Milena participou de uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro e falou mais sobre a experiência de ser catequista. Ouça:
Embora esteja atuando há cinco anos, Milena destacou que a formação é contínua. Atualmente, quatro catequistas da Paróquia Nossa Senhora da Conceição estão participando de um curso de Teologia. O curso, que possui dois anos de formação, é realizado pela Faculdade Católica de Santa Catarina (Facasc) e é destinado para catequistas de toda a Diocese de Criciúma. “Está sendo uma vivência maravilhosa, fazendo amigos”, afirmou, destacando que os encontros do curso ocorrem uma vez por semana. Milena ainda comentou sobre o interesse de pessoas mais jovens em atuar na catequese. É o caso de sua própria filha, que já foi sua assistente, mas precisou se afastar devido aos compromissos da escola. Porém, seu desejo é retornar em breve para as salas de catequese. “Eu fico tão feliz porque a gente está sendo procurada e por meninas de 20 e poucos anos. Nós temos agora duas meninas que nos procuraram, uma já está atuando inclusive, e mais uma outra se botou à disposição, mesmo trabalhando, fazendo faculdade, se colocou à disposição. Então, assim, a renovação é importante”, afirmou.



































