Após pedido de urgência da defesa de Luis Gustavo Cancellier, acusado de diversos crimes, incluindo a aquisição de terrenos superfaturados e obstrução de investigações, a justiça decidiu substituir sua prisão preventiva por prisão domiciliar. A decisão do desembargador Antonio Zoldan da Veiga, membro do Tribunal de Justiça de Santa Catarina, considerou os indícios de grave problema de saúde do réu, que apresentou sintomas de Infarto Agudo do Miocárdio.

A manifestação do Ministério Público de Santa Catarina foi pelo indeferimento da prisão domiciliar, porém, após análise, o desembargador decidiu a favor de Cancellier, ressaltando a necessidade de cuidados médicos imediatos ao réu. A decisão também incluiu medidas cautelares, como o afastamento da função pública de prefeito municipal de Urussanga, proibição de contato com testemunhas e codenunciados, além do uso de tornozeleira eletrônica.

A prisão domiciliar será válida por 45 dias, durante os quais Cancellier deverá permanecer em sua residência, exceto para consultas e tratamentos médicos. A defesa terá que apresentar relatórios médicos a cada 10 dias, e a colocação da tornozeleira eletrônica será determinada após a realização de exames cardiológicos.

O pedido de revogação de prisão do vereador Thiago Mutini, que também foi solicitado pela defesa, representada pelo advogado Jefferson Monteiro, ainda não foi julgado.