Toda a experiência que Laélio Inácio viveu durante a faculdade de Jornalismo estará presente no livro “jornalista.dv88”. Natural de Cocal do Sul, Laélio é cego desde os 30 anos de idade, quando perdeu totalmente a visão por causa de um glaucoma. Hoje com 57 anos de idade, Laélio fez a graduação em Jornalismo entre 2020 e 2024. Em entrevista, Laélio contou que a obra aborda fatos desde 2019 até abril de 2025, quando ocorreu a sua formatura. “Eu não conto nada dali para trás, sobre a questão de vida, a questão do glaucoma, da cegueira, não. Eu conto só a história. É um relato de um jornalista cego, aliás, de uma pessoa com deficiência visual na faculdade de Jornalismo”, disse. “Eu conto ali a questão do Enem, da preparação, eu conto todos esses cinco anos lá na faculdade, tudo que eu fiz, tudo que eu vivi e tudo o que eu aprendi”, acrescentou. “O livro não ficou muito grande, provavelmente deve dar umas 135 páginas, um livro bom de ler, bem dinâmico, está com uns 36 capítulos, capítulos pequenos, de sete, oito páginas para contemplar todo mundo”, falou. “Mas, assim, escrever um livro, todo mundo pode escrever. Agora, publicar e vender, aí já são outros quinhentos”, pontuou.
É por isso que Laélio decidiu criar uma campanha para arrecadar recursos financeiros para o lançamento do livro. Segundo o jornalista, o livro já está na Editora da Unesc para preparar a diagramação. A intenção é fazer de 100 a 120 cópias e, dependendo do feedback do público, o objetivo é fazer mais tiragens. A ação está sendo divulgada no site Vakinha Online e a expectativa é arrecadar R$ 7,5 mil. “Qualquer doação eu agradeço para a gente tirar esse sonho, já não mais do papel, mas tirar lá da gráfica e colocar para todo mundo ver, saber, é uma lição de vida”, destacou. O jornalista participou de uma entrevista no programa Ponto de Encontro e falou mais sobre o livro e sua relação com a profissão. Ouça na íntegra:
Laélio sempre gostou muito de ler e escrever, por isso decidiu cursar Jornalismo. Em 2019, prestou o Enem, no qual tirou 880 na redação. Essa nota está presente no título de seu livro, “jornalista.dv88”, que significa jornalista, deficiente visual e 88. Em entrevista, o jornalista relatou que sentiu algumas dificuldades durante a graduação. “Eu senti falta do braile, sabe, porque eu não tive acesso a nenhum conteúdo em braile, nenhuma apostila, nenhuma folha que seja para gravar alguma coisa, não tive acesso”, afirmou. “Mas eu uso os aplicativos no celular, tenho o meu notebook, os livros físicos a minha mulher me ajudava, a minha esposa me ajudou a ler os livros físicos, ela lia e eu ouvia”, contou. “Qualquer um é capaz, seja um deficiente visual, seja qualquer outro tipo de deficiência, seja qualquer tipo de pessoa, em qualquer tipo de idade. Preto, branco, amarelo, velho, novo, todo mundo consegue, mas tem que dar o primeiro passo”, reforçou.
Quem quiser doar, pode contribuir com a vakinha através da chave pix 6026728@vakinha.com.br, ou no link – https://www.vakinha.com.br/vaquinha/livro-do-jornalista-cego.




































