Fundado em 2019, o Grupo de Amparo aos Diabéticos (GAD) de Criciúma presta apoio às pessoas de baixa renda que possuem a doença. De acordo com o presidente da entidade, Osley Wantroba, o grupo surgiu através de uma conversa entre amigos, que refletiram sobre as necessidades que um diabético possui. A conversa foi amadurecendo até a criação oficial do grupo. “A instituição serve para as pessoas que têm diabetes tipo 1, 2, gestacional, enfim, qualquer tipo de diabetes, sendo que a gente atende apenas as pessoas com vulnerabilidade social”, destacou. Conforme Osley, uma triagem é feita pelo assistente social, e, após isso, uma visita domiciliar é realizada para comprovar as necessidades da pessoa.

A sede do GAD fica em uma sala no Camelódromo de Criciúma. Segundo Osley, a diretoria do grupo é formada por pessoas voluntárias que desejam ajudar na causa. “A gente marca reuniões, palestras com endocrinologistas, farmacêuticos, nutrólogos, nutricionistas, até com enfermeiros para saber como cuidar de uma ferida, que a ferida do diabético tem que ser tratada com uma determinada cautela. Então, como aplicar a insulina, como tomar os medicamentos corretamente. Então, é feito, a gente marca em um determinado local, a gente vê a quantidade de pessoas mais ou menos, a pessoa vai lá, faz essa palestra gratuitamente e aí é aberto a toda a população, não só aos cadastrados na instituição”, explicou.

O GAD promove campanhas de conscientização sobre a diabetes. O presidente contou que o grupo possui parcerias com instituições para a realização de exames. É o caso do exame da retinopatia diabética, que custa em média R$ 500,00, e é realizado em parceria com a Unisul de Tubarão. “Vem profissionais acadêmicos de Tubarão até Criciúma, trazem o material e fazem a leitura nas pessoas com diabetes, para ver se está com algum problema ocular ou não. Se estiver, daí eles já falam para procurar um oftalmologista, porque já está com grau elevado de açúcar no globo ocular”, esclareceu. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com Osley no programa Ponto de Encontro. Ouça mais na íntegra:

 

Além de Criciúma, o grupo atende pessoas de outros municípios, tendo um raio de, em média, 100 quilômetros. Segundo o presidente, o grupo fornece medicamentos que não são fornecidos pelo Sistema Único de Saúde (SUS). “Para a pessoa muito carente mesmo, a gente fornece uma cesta de alimentos para controle glicêmico. Não é uma cesta de produtos normais no caso. O pessoal com diabetes não pode comer um feijão, ele tem que comer lentilha. Não pode comer arroz, tem que ser arroz integral, massa integral, trigo integral, é uma cesta completa com produtos assim”, esclareceu. “É uma cesta específica para apenas a pessoa com diabetes, que daí dá para o mês todo e, assim, pelo menos sobra um pouco mais de dinheiro para a pessoa poder comprar os alimentos para a família, porque a alimentação específica para diabetes ela vai ter”, complementa.

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