Febre nos últimos anos, as canetas emagrecedoras têm se tornando uma ótima opção para quem deseja perder alguns quilos na balança. O Mounjaro é uma dessas canetas que se popularizou entre as pessoas rapidamente. De acordo com a farmacêutica Liana Montemor, o medicamento tem um princípio ativo originalmente usado para o tratamento de diabetes. A especialista explicou que o método se tornou famoso por conta da perda de peso rápida e sem tanto esforço. “Ele tem que ser utilizado com todos os cuidados necessários, tem que ser utilizado com acompanhamento de um médico para fazer o tratamento de forma certa, não deveria ser utilizado por qualquer pessoa da população, como está acontecendo hoje em dia”, comentou a farmacêutica. “O objetivo é que tenha um acompanhamento médico, que antes seja visto se a pessoa realmente tem necessidade, se ela consegue controlar a dieta, por exemplo, através de exercícios físico”, afirmou, acrescentando que o medicamento possui determinada recomendação, que deve ser respeitada.

A farmacêutica alertou sobre os riscos que uma pessoa pode ter ao utilizar o Mounjaro sem uma recomendação médica. Segundo a especialista, o medicamento pode afetar outras partes do corpo, gerando problemas no qual o paciente não está preparado. “Ele pode trazer outros riscos como problemas no fígado, problemas gerais para o funcionamento do corpo da pessoa”, contou. Além da falta de orientação médica, outro problema que tem sido registrado no uso de canetas emagrecedores é a aquisição do medicamento de forma contrabandeada ou de origem desconhecida. Conforme Liana, no caso do Mounjaro, é necessário que o medicamento fique armazenado em temperaturas entre 2°C e 8°C. “Durante o processo de transporte, de armazenagem desse produto, desde que ele sai do laboratório do fabricante, ele tem que ser respeitado”, destacou. “Quando isso não acontece, eu posso ter um problema com esse medicamento, então ele deixa de fazer o efeito desejado no paciente. O paciente vai lá, investe nesse medicamento, nós sabemos que não é um medicamento barato, e ele acaba não fazendo o efeito dele”, pontuou a especialista. Além disso, um medicamento de procedência duvidosa pode gerar reações adversas no paciente.

Segundo Liana, muitas canetas emagrecedoras contrabandeadas estão sendo comercializadas por empresas não regulamentadas. “Esses dias eu vi um medicamento sendo transportado naquela almofada de pescoço, onde a temperatura não se manteve da forma ideal e coloca o paciente em risco, a saúde do paciente e o próprio medicamento em risco”, salientou. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a farmacêutica no programa Ponto de Encontro. Ouça e entenda mais do assunto:

 

A especialista ainda explicou que é importante conservar o medicamento na temperatura adequada para garantir a estabilidade do princípio ativo. “Para que ele faça o efeito desejado, para que essa molécula mantenha essas características físico-químicas, para que ele aja no paciente de acordo com aquilo que ele se propõe, eu preciso manter essa temperatura”, reforçou, acrescentando que essa necessidade se aplica a todos os outros tipos de medicamentos, como comprimidos para dor de cabeça e anti-inflamatórios. “Não é tão sensível quanto, por exemplo, um Mounjaro, que tem temperatura entre 2°C e 8°C, mas todo medicamento é sensível à temperatura e a gente tem que respeitar isso para ter desse medicamento o efeito desejado e não colocar em risco a saúde do paciente”, alertou. Além disso, Liana destacou para a existência de canetas emagrecedoras falsificadas. “Você pode estar injetando, às vezes, soro fisiológico, que tem um valor muito mais baixo e que não vai fazer o efeito que você deseja, obviamente. Então é por isso que é tão importante você comprar o medicamento em algum lugar onde você tenha certeza daquela condição do medicamento, que é uma empresa séria, uma empresa idônea”, reforçou.