A eleição da mesa diretora da Câmara de Vereadores de Cocal do Sul, realizada ainda em dezembro, permanece suspensa devido a uma decisão judicial. Isso porque a mesa que foi formada possui vereadores do MDB e do PL. Parlamentares do PP e PSD concorreram aos cargos de primeira e segunda secretaria, mas não foram eleitos. Dessa forma, os dois ingressaram com um mandado de segurança na Justiça, alegando que a composição da mesa diretora não respeitou a lei orgânica do município, que determina que, sempre que possível, a mesa diretora tenha representação proporcional dos partidos. De acordo com a assessora jurídica do Legislativo, doutora Andréia Savi Mondo, devido a suspensão da mesa diretora, as sessões ordinárias estão sendo realizadas com a presidência da vereadora Aninha Scarpato (PSD), que é a que tem mais idade entre os nove parlamentares.
Em entrevista, a assessora afirmou que uma paralisação total do Legislativo causaria mais danos, por isso que as sessões ordinárias estão ocorrendo dessa forma. “Enquanto a gente aguarda uma decisão judicial definitiva, a gente segue com base nesse artigo do regimento interno”, disse. Porém, mesmo que as sessões ordinárias estejam ocorrendo, outras áreas da Câmara de Vereadores não estão sendo realizadas devido a suspensão da eleição da mesa diretora. “A parte administrativa está suspensa, está parada. A parte de compras, de pagamentos, a gente não está dando continuidade. Estamos aguardando um recurso que está no Tribunal e a gente está há alguns dias já aguardando respostas e não saiu ainda”, pontuou Andréia. Segundo a assessora jurídica, o Legislativo está solicitando que se mantenha a mesa diretora eleita, principalmente o presidente, o Vicervânio Bez Fontana (MDB), o Toco, que foi eleito por unanimidade. O assunto foi abordado com mais detalhes em entrevista com a doutora Andréia no programa Comando Marconi. Entenda:
Em dezembro, além de Toco como presidente, a mesa diretora eleita é composta por Valdnei da Silva (PL), o Chicão, na vice-presidência; Julio Fogaça (MDB) como primeiro-secretário; e Gilson Clemes (PL) como segundo-secretário. Maria Luiza Da Rolt (PP) e Marcel Freitas (PSD) que concorreram na primeira e segunda secretaria, respectivamente, foram os responsáveis por ingressar com um mandado de segurança na Justiça.



































