Fortalecimento muscular, condicionamento cardiovascular, coordenação motora, equilíbrio e flexibilidade. Esses são apenas alguns dos benefícios que a patinação proporciona. De acordo com a professora Fernanda Nunes Amaral, presidente da Liga Nacional de Clubes e Escolas de Patinação, a prática do esporte também gera outras vantagens. “É muito bacana porque deixa bem, mais leve, porque quando a gente está lá treinando, a gente tem que pensar naquilo que está se fazendo, executando. Então a gente acaba no final da aula bem mais leve, deixa os problemas de lado, faz um exercício, uma atividade cardio e ainda cai, dá risada, levanta e continua. A diversão também é garantida”, comentou.

Sobre a Liga Nacional de Clubes e Escolas de Patinação, Fernanda explicou que a entidade foi criada há dois anos com o objetivo de fomentar os projetos nas cidades e tornar o esporte mais acessível. Na região Sul catarinense, um importante projeto de incentivo foi aprovado junto ao Ministério do Esportes, que já está em fase de captação. “Agora a gente precisa fazer uma campanha para que as pessoas, as empresas, nos ajude, que pegue aqueles 2% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica, ou os 7% do seu Imposto de Renda Pessoa Física, e contribua, direcione para que a gente consiga botar esse projeto a rodar em prática”, destacou. “A gente vai atender 30 patinadores aqui na região e com crianças de 9 a 10 anos. A gente quer muito também divulgar isso para que as pessoas saibam que o Imposto de Renda pode nos ajudar diretamente com esse projeto, que é ‘Pequenos Patinadores’ o nome”, acrescentou a professora.

Fernanda ainda esclareceu mais sobre o patins, que é oriundo da modalidade de patinação no gelo, mudando somente a base do calçado. “Hoje uma criança pode começar a patinar a partir dos 4 anos e não tem limite de idade. A gente ensina do zero”, salientou. Durante o processo de aprendizagem é importante entender o que a pessoa deseja seguir: realizar shows ou apenas patinar como recreação. “O nosso esporte é uma dança sobre rodas. Então a gente se prepara, a gente monta coreografias, pode ser em cima de temas, de filmes, de musicais e aí a gente apresenta, envolve toda a questão de montagem da coreografia, escolha do tema, figurino. Então é um esporte que envolve a família inteira também”, disse. Várias técnicas são ensinadas na patinação, principalmente a de aprender a cair. “Conhecer a pessoa e respeitar que cada patinador tem o seu tempo”, reforçou.

A escola de Fernanda está presente em cinco cidades: Urussanga, no Colégio Monsenhor Agenor Neves Marques; Orleans, no Colégio Meta; em Criciúma, na Unesc e no Colégio Marista; em Nova Veneza e também em Araranguá. “A gente tem uma equipe bem grande e hoje a gente tem também uma equipe de atletas de 25 patinadores e a gente vai se desafiando, além do show, tem também a equipe de competição”, contou, completando que qualquer pessoa pode aprender a patinação, independente da idade. “Eu tenho também uma atleta de 60 anos. Então, não tem idade. Qualquer pessoa pode aprender, não precisa competir, mas pode fazer show, pode aprender para andar na rua”, frisou. A modalidade foi destaque em entrevista com Fernanda no programa Ponto de Encontro. A aluna Maria Eduarda Rizzatti também participou da conversa e falou mais sobre a experiência. Ouça na íntegra:

 

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