A Associação Voz Atípica tem se manifestado sobre o atendimento de crianças com Transtorno de Espectro Autista (TEA) em Cocal do Sul. Recentemente, a associação divulgou em suas redes sociais uma nota à imprensa denunciando a precarização no atendimento dos pacientes no Centro Crescer e Evoluir Maximiliano Gaidzinski, inaugurado no ano passado pela prefeitura. “Nós tínhamos um serviço que era oferecido pelo município anteriormente, e esse serviço foi cessado com a promessa de que nós seríamos atendidos em um espaço todo especializado, com todo o suporte necessário para o apoio às crianças, pelo cuidado das crianças. E, após a transferência, as crianças começaram a receber os cuidados, mas, infelizmente, o atendimento que hoje é oferecido é muito inferior ao atendimento que nós tínhamos antes”, destacou Michele Magalhães, representante da associação, em entrevista, referindo-se a uma outra clínica que prestava serviços de forma conveniada com o município.

Além de citar falhas no processo de transferência, Michele afirmou que o número de profissionais disponíveis no centro de atendimento da prefeitura não é o suficiente para atender as crianças com TEA. “O número de terapias foi reduzido, o tempo de terapia foi reduzido e tudo isso acaba impactando diretamente no desenvolvimento das crianças”, disse. “A gente está falando de crianças de nível de suporte 1, 2 e 3, que são crianças que precisam de estímulo constante e ininterrupto para poder ver resultados, para poder ter qualidade de vida mantida. Quando a gente fala de qualidade de vida de crianças atípicas, a gente não está falando de algo supérfluo, a gente está falando de condições de viver, de autonomia de vida, de se manter bem com a saúde mental em dia”, comentou. De acordo com Michele, as famílias estão abaladas com a situação porque a clínica não atende as necessidades das crianças. “E tem falhas além do atendimento, existem as falhas com relação à estrutura de atendimento, à organização do local, falta comunicação com as famílias, as famílias não participam do plano terapêutico, não foram convidadas para participar”, alegou. O tema foi abordado com mais detalhes em entrevista, ouça:

 

A secretária de Saúde de Cocal do Sul, Giovana Galato, deve se manifestar sobre o assunto na segunda-feira, dia 23, em entrevista no programa Comando Marconi.

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