O Dia Internacional da Síndrome de Down é lembrado neste sábado, 21 de março. Essa síndrome é caracterizada por ser uma alteração genética causada por uma cópia a mais do cromossomo 21. A data reforça a conscientização, valorização da inclusão e respeito às pessoas com deficiência. Em Urussanga, o trabalho realizado pela Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) reforça diariamente a importância do acolhimento, da estimulação e do desenvolvimento das habilidades dos alunos atendidos pela instituição. Em entrevista, a coordenadora pedagógica Luciana Correa destacou que as atividades dos alunos envolve um amplo estudo. “Os professores fazem um projeto, pensam em um projeto que abrange o dia a dia deles, a função do currículo funcional natural, procuram sempre observar a parte da autonomia dos alunos, procurando sempre trabalhar da maneira que eles gostam, sempre levando em conta o bem-estar”, disse. A presidente da Apae de Urussanga, Sophia Serafin Couto Menegon, reforçou que o trabalho da associação busca incentivar a funcionalidade dos alunos.

Atualmente, a entidade atende cerca de 100 alunos, oferecendo acompanhamento educacional e terapêutico por meio de uma equipe multidisciplinar formada por professores, fisioterapeuta, psicólogos, fonoaudióloga, terapeuta ocupacional e profissionais de apoio. “Eu acho que tem que desmitificar, eu acho que tem que trazer as pessoas para perto, para entender, para ter um olhar, eu acho que até um olhar amoroso”, comentou Sophia sobre as necessidades da Apae vistas por quem está de fora. A presidente ainda contou que a associação de Urussanga atende aproximadamente 100 alunos, sendo desde bebês com poucos dias de vida até pessoas idosas. O assunto foi abordado com mais detalhes em uma entrevista especial no programa Ponto de Encontro. Ouça na íntegra e entenda mais:

 

Em entrevista, as representantes da Apae também reforçaram a importância da fisioterapia durante os atendimentos na associação. “É importante que essa estimulação venha desde bebê, porque quanto mais cedo essa estimulação existe, mais frutos vão ser dados. A criança, o adulto, vai ter melhora nessa funcionalidade, nessa capacidade dele em todas as áreas”, comentou a fisioterapeuta Jocimara de Oliveira. A entrevista ainda contou com a participação do aluno Plínio Gonçalves, de 36 anos de idade, que possui Síndrome de Down. Plínio morava em São Paulo, com sua vó, e hoje frequenta a Apae de Urussanga. O aluno ressaltou sobre as atividades realizadas pela associação, que incentivam a cultura e as artes, como a participação no coral, na fanfarra do 7 de setembro e também na confecção de artesanato.

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