A campanha do Agosto Lilás tem o objetivo de conscientizar e combater a violência contra a mulher. A Lei Maria da Penha completou 19 anos de existência no último dia 7 de agosto. Durante todo o mês, diversos órgãos enfatizam ainda mais sobre o tema. A Polícia Militar é um desses órgãos que segue atuando no assunto. Em Santa Catarina, a PM possui o programa ‘Rede Catarina’, destinado para mulheres vítimas de violência doméstica e que possuem medida protetiva. “A Rede Catarina trabalha tirando dúvidas, fazendo o acompanhamento mesmo das mulheres vítimas de violência. A gente busca saber se o agressor está respeitando as medidas que o juiz determinou, a gente também tem a possibilidade de fazer um boletim de ocorrência e jogar lá direto no processo dela para agilizar o processo de, quem sabe, talvez um mandado de prisão, algo assim”, comentou a cabo Elaine Benincá Cardoso, da Polícia Militar de Urussanga.
Segundo a cabo, dentro do programa Rede Catarina também existe o botão do pânico, destinado especialmente para as mulheres que possuem risco à vida. “Tendo o botão do pânico, quando ela está sendo acompanhada pela Rede Catarina, essa mulher, se ela está correndo o risco em qualquer lugar que ela esteja, ela, apenas com um clique, já aciona a Polícia Militar lá para a central e a central já vai dispensar, colocar a viatura mais próxima para fazer aquele atendimento. É dado prioridade total porque é sabido que essa mulher tem uma medida protetiva. Então ela corre risco de acontecer algo pior”, explicou. O botão do pânico é ativado e fica disponível dentro do aplicativo PMSC Cidadão.
A cabo Elaine ainda destacou a necessidade da mulher fazer uma denúncia contra o seu agressor. “Ela precisa dar o start, aquele primeiro boletim de ocorrência do primeiro fato. Às vezes é uma ameaça, mas uma ameaça grave, algo que pode evoluir, às vezes é uma agressão física”, comentou. Elaine também salientou que a violência doméstica não se resume a somente a violência física. “Tem a própria violência psicológica, tem a violência patrimonial, que é algo que acontece muito e o pessoal às vezes não dá a importância. É aquela briga de casal que o cara, por exemplo, pega o celular dela por ciúmes, alguma coisa, e toca na parede, acaba, destrói o celular dela. É um bem particular, é um bem dela, e faz parte nessa violência patrimonial”, esclareceu, acrescentando que também há a violência sexual. A cabo falou mais sobre o assunto em entrevista no programa Comando Marconi. Ouça:
Conforme Elaine, Urussanga possui 23 mulheres com medida protetiva ativa acompanhadas pela Rede Catarina, sendo que 18 delas possuem o botão do pânico. “90% não são realmente aqueles casos que ela tem o risco de vida real, graças a Deus, em Urussanga não tem isso. Mas o que nos preocupa é que, as que não denunciam, às vezes são aquelas que estão correndo um risco bem maior, que realmente às vezes o agressor conseguiu entrar na mente dela de uma forma que ‘se eu denunciar, eu estou morta mesmo'”, contou. “Esse número de 23 medidas protetivas em Urussanga não é um número, vamos dizer, real, porque muitas não querem a medida protetiva e outras têm a medida protetiva e não têm a Rede Catarina. Então é um número assim meio ‘fantasioso’, porque tem aquelas que sofrem agressão todos os dias e não denunciam”, disse.





































